Pequena lição de moral baralhada

Não faças aos outros
o que não gostas para ti…
e não deixes que amanhã
outros te façam a ti.
Que poderás fazer hoje?
Deitar cedo e cedo erguer!
Ao nascer da bela aurora
pilha a galinha da vizinha
dá saúde e faz crescer…
Andando pela vida fora
(e é sempre melhor do que a minha)
fazê-lo depressa e bem.
Devagar se vai ao longe
mas já não se encontra ninguém
pode-se enganar toda a gente
mas há sempre pouco e quem
para lá de São Vicente
Confia sempre na vida
e protege sempre os teus
porque todo o suicida
já morreu, graças a Deus.

mafalda1

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom.
Sem nunca me levar a sério – no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom
(e barato).

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5 respostas a Pequena lição de moral baralhada

  1. EV diz:

    Já me ri, Henrique. Mas baralhada? Vá, interseccionista…

    • Henrique Monteiro diz:

      Rir, cara Eugenia, é o melhor remédio, como dizem as sábias Selecções do Reader’s Digest…

  2. Sempre delicioso ,belo texto ,amei 🙂

  3. nanovp diz:

    Delicioso Henrique, lembrou o Chico:

    Ouça um bom conselho
    Que eu lhe dou de graça
    Inútil dormir que a dor não passa
    Espere sentado
    Ou você se cansa
    Está provado, quem espera nunca alcança

    Venha, meu amigo
    Deixe esse regaço
    Brinque com meu fogo
    Venha se queimar
    Faça como eu digo
    Faça como eu faço
    Aja duas vezes antes de pensar

    Corro atrás do tempo
    Vim de não sei onde
    Devagar é que não se vai longe
    Eu semeio o vento
    Na minha cidade
    Vou pra rua e bebo a tempestade

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