Arquivos Mensais: Setembro 2014

Manuela de Freitas, a melhor actriz

Era, no palco ou no cinema, a melhor actriz. Agora, salvo erro ou omissão, já há algum tempo que a Manuela de Freitas não filma ou faz teatro. Em 1988, entrevistei-a no Semanário. Diria, aliás, que foi mais confrontá-la com … Continuar a ler

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Pedrinho, esse desconhecido

Avancei, como sempre faço, cumprindo ordens militares do nosso Kim-Il-Fonseca, determinado a escrever uma qualquer prosa que parecesse culta e inteligente para o nosso Está Escrito de hoje. Com tanta gente culta e inteligente no blog não queria, não podia, fazer má figura. Revisitei … Continuar a ler

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O vício é que educa

Os filmes só amam os livros quando os amam com segredo e reserva. Não me venham falar do “Clube dos Poetas Mortos”, execrável exibição circense do acto e do prazer da leitura. Confesso que tenho uma aversão parecida às sessões … Continuar a ler

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A genética da poética?!

ESTE C QUER VOAR A minha irmã enviou-me um email. No assunto: É mesmo teu sobrinho! Tremi logo. A coisa foi assim: o meu sobrinho mais velho estava a preparar-se para o teste de spelling. Duas das palavras que escreveu … Continuar a ler

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O tijolo quente de Agustina

Mistério e graça talvez sejam as principais virtudes dos textos de Agustina. Ou seriam se não houvesse, por vezes, também a irrupção de uma irreverência que beija ao mesmo tempo o escândalo e a perplexidade. Há 13 anos, convidei-a a … Continuar a ler

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Uma noite no sótão: com a lua vaga de Mizoguchi

Lembro-me como se fosse anteontem. Faz hoje 26 anos, era isto o que eu escrevia no suplemento cultural (ou de entretenimento?) de “O Semanário”. A Cinemateca exibia então um ciclo de Mizoguchi e eu tinha cinco empregos, um Renault Clio, … Continuar a ler

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Uma andorinha na madrugada

UMA ANDORINHA NA MADRUGADA Tenho estado aqui a pensar: na verdade, preciso de um doutor em andorinhas. A varanda do meu quarto, rasgada no telhado, tinha um ninho de andorinhas no beiral, claro. Mas não me ligavam nenhuma e isso … Continuar a ler

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Um texto secreto e místico de João Bénard

Há 13 anos, em Novembro de 2001, convidei o João Bénard – e também a Dona Agustina, o Vasco Graça Moura, o Eduardo Lourenço, o João Miguel Fernandes Jorge e mais umas dez personalidades – para prefaciarem alguns dos Livros da … Continuar a ler

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A Casa dos Budas Ditosos

    Uma mulher, ou será antes um homem que se veste de mulher, fala da sua vida. Tem perto de 70 anos e nada a temer, tudo para ser julgada. Vive de consciência plena. Viveu o que tinha para … Continuar a ler

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Poema para a andorinha em Ísis

A ANDORINHA Sem que tivesse visto como, tinha uma andorinha a voar uma inquietude de gritos, tão aflitos, já passava das três da manhã, foi ali mesmo, na varanda ainda agora em frente dos meus olhos. E eu tão aflita … Continuar a ler

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Um tiro no pé, perdão, na língua: os meus sobrinhos em chinois

ESTAREI A FALAR CHINÊS? NÃO, PARECE QUE NÃO ESTOU… O mandarim foi incluído como terceira língua no currículo escolar do colégio onde estudam os meus dois sobrinhos. A primeira língua é o inglês, a segunda o português. Os colegas são … Continuar a ler

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Esta mãe morta parece apenas que dorme

Quando vemos, num filme, uma personagem que dorme, sabemos que estamos a ver um actor a fingir que dorme. Em “A Palavra”, de Dreyer, há uma mãe morta, num caixão aberto. Está morta, dizem, mas para a filha, criança inocente, … Continuar a ler

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Visão, tenha duas: pela frente ou por trás?

Esta capa da “New Yorker” deixou quatro olhos abertos, os da Eugénia de Vasconcellos e os meus. Cada um viu o que viu, de frente ou de trás. Será que se pode também olhar de lado?  Pela frente ou por … Continuar a ler

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Visão, tenha duas: Uma mulher sem assunto

Esta capa da “New Yorker” deixou quatro olhos abertos, os do Manuel S. Fonseca e os meus. Cada um viu o que viu, de frente ou de trás. Será que se pode também olhar de lado?  UMA MULHER SEM ASSUNTO … Continuar a ler

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O «penis enlargment» de John Locke

Confesse lá. Ainda aqui há uns anos, a sua caixa de correio electrónico era frequentemente inundada por “junk mail ” sem particular nexo ou relevância para si. Especialmente irritante era aquele anúncio sobre as virtudes do “penis enlargment” com que … Continuar a ler

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