Um tiro no pé, perdão, na língua: os meus sobrinhos em chinois

ESTAREI A FALAR CHINÊS? NÃO, PARECE QUE NÃO ESTOU…

O mandarim foi incluído como terceira língua no currículo escolar do colégio onde estudam os meus dois sobrinhos. A primeira língua é o inglês, a segunda o português.

Os colegas são portugueses, russos, brasileiros, angolanos, chineses, holandeses, ingleses… enfim, o recreio é uma Babel onde, vá-se lá saber como, se percebem lindamente.

Sexta-feira, antes do jantar, estavam os dois no banho. A minha irmã terá dito que era hora de saírem. Terá insistido. E eles perdidos de festa, nada.
A minha irmã:
– São horas de sair do banho! Estarei a falar chinês?
O meu sobrinho mais velho:
– Não mãe, a mãe está a falar português, em chinês tomar banho diz-se xízao, mas sair do banho ainda não aprendi.

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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6 respostas a Um tiro no pé, perdão, na língua: os meus sobrinhos em chinois

  1. nanovp diz:

    Os números contam mais do que as pessoas, que se transformam em números…enfim o que quis dizer é que este enamoramento com o grande império Chinês parece ser algo subserviente e até interesseiro…a ver vamos o que vai dar…

    • EV diz:

      Sempre se falaram as línguas imperiais de influência, o grego, latim, o francês, o inglês… o mandarim era inevitável. Mais cedo que tarde falaremos como no Blade Runner.

  2. riVta diz:

    coisa + querida ♥

  3. Mário diz:

    Há uns anos (muitos…) conheci um grupo de 20 ou 30 franceses, putos na casa dos 15/16 anos, e quantos sabiam falar inglês? 1, apenas 1, mas aposto que todos sabiam falar francês muitíssimo bem…

    • EV diz:

      É sempre bom sair da casca. E aprender línguas, mesmo se burro velho, e ao contrário do ditado, é boa ginástica para o cérebro que sem matéria nova, envelhece mal.

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