Como se

(a propósito da consciência automática do Manuel)

Apesar de nos sabermos mortais, comportamo-nos a maior parte do tempo como se não o fossemos. Talvez seja essa a única forma de convivermos com o fantasma da morte.

Sobre Maria João Freitas

Graças às palavras, às vezes sou Alice e faço perguntas sem parar. Outras, sou a namorada (platónica, esclareça-se) de Wittgenstein. Quase sempre, penso que tenho a sorte de viver da (e na) escrita. Porque escrever pode ser triste, mas é melhor que ser feliz.

Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

6 respostas a Como se

  1. llopes49 diz:

    A Morte não é fantasma,e muito menos fantasmagórica,só que ainda não vi a cara dela (estranho ,é sempre mulher),não a quero conhecer,é a unica incerteza com que lido bem,não sei quando a vou ver.

  2. Mais tarde do que cedo, espero, cada um de nós será um falecido imortal.

  3. Mario diz:

    Acho que nao convivemos com ela, simplesmente desconversamos…

  4. Beatriz Santos diz:

    oh! É um fantasma de efeitos muito visíveis. Eis um bom exemplo de que os outros nunca são eu e o inverso. Por mais que a presenciemos neles não a sabemos senão quando seja nossa. Ah valente que conseguiu a proeza de ser personalizada.

  5. EV diz:

    Não tenho vocação alguma para morte… Acho que devia ser proibida.

  6. nanovp diz:

    Mortais que somos, acreditamos na imortalidade até ano dia da morte….

Os comentários estão fechados.