Todos temos esqueletos no armário

Bom, e a minha vida adolescente, os meus “summer que não foram de 42“, tinham lá sido alguma coisa sem estas duas canções, sem estas duas bandas que eram, bem entendido, dois bandos…

Eram 10 minutos, os melhores, mais bem esgalhados 10 minutos de uma vida: as coisas monstruosas, líricas e sórdidas que nos passavam pela cabeça.

Ah, e quando estávamos mesmo mal, com vontade de matar, toma, tomem lá.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

6 respostas a Todos temos esqueletos no armário

  1. EV diz:

    Lindo espírito de Natal, sim senhor… O Natal é Santo!, Santíssimo, Manuel Herege Fonseca.

  2. Sergio diz:

    Manel, a primeira vez que ouvi o Child in Time foi com uns amigos meus. Eram mais velhos, muito mais velhos que eu e enquanto escutávamos a música – versão Made in Japan – eles sussurravam-me para eu estar atento ao minuto 9.43. Passou-se o minuto 9.43 e eles perguntaram-me se eu tinha ouvido. Eu perguntei o quê? O tiro – diziam-me eles. Depois disseram-me que alguém, no meio da multidão, empunhou uma pistola e suicidou-se com um tiro na cabeça. Cresci com essa ideia. Sempre que ouvia a música ficava à espera do minuto 9.43 e imaginava um japonês na casa dos vinte anos, vestido de jeans e t-shirt branca a dar um tiro na cabeça, com a total indiferença de quem assistia ao concerto. Nunca me preocupei em saber se a história era verdadeira ou não. Alguns anos atrás, enquanto ouvia o Child in Time, interroguei-me novamente. Fui à net e pesquisei. Não existe grande informação acerca do assunto, apenas algumas referências ao barulho que parece um tiro e, oficialmente, não ocorreu morte nenhuma no concerto. Ficou tudo esclarecido para mim. No entanto, sempre que ouço a música o minuto 9.43 está lá com o japonês a dar o tiro de misericórdia na sua cabeça.
    Abraço.

    • Sérgio, há um álbum do Oscar Peterson, gravado ao vivo em Los Angeles, numa sala relativamente pequena ao pé da UCLA, que tem palmas e algumas das palmas são minhas. Eu estava lá, já tentei cobrar direitos, mas não me responderam – é que as minhas palmas são as únicas que estão (des)afinadas.
      Desse tiro não não sabia nada. É lenda, parece-me, mas é bem contado…

  3. nanovp diz:

    O que fica? Uma melodia, um olhar, uma frase…do tiro nunca tinha ouvido, mas que grandes pedradas ao som de (sweet) “child in time”…it’s pure Christmas…

Os comentários estão fechados.