O traço e a fusão

 

 

Joseph Wright of Derby, The Corinthian Maid

Joseph Wright of Derby, The Corinthian Maid

A pedido de um leitor, o M., e,  se duvidam, confirmem lendo estes comentários, aqui fica um Museu das Curtas interactivo. 

A Filo­so­fia do Amor
Percy Bys­she Shel­ley (1792–1822)

As fon­tes fundem-se no rio,
Os rios no imenso mar.
Os ven­tos do céu cruzam-se
Com eterna, doce emo­ção:
Nada no mundo é soli­tá­rio,
Por lei divina todas as coi­sas
Umas nas outras se fun­dem –
Por­que não eu contigo?

Vê como a mon­ta­nha beija o alto céu
E as ondas umas nas outras se entre­la­çam,
Nin­guém per­doa à flor-irmã
Se des­de­nha o seu irmão:

A luz do sol abraça a terra,
Um raio de lua beija o mar –
De que valem tan­tos bei­jos,
Se não me bei­jas tu a mim?

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
Esta entrada foi publicada em Museu das Curtas. ligação permanente.

2 respostas a O traço e a fusão

  1. Emilio Romero diz:

    Oh, Mr, Shelley, as coisas são mais simples entre os mortais; um assunto de afinidades libídicas mútuas ou meramente parciais. E não quero ser indelicado com você, mas hoje seus versos tem menos ressonancias que naqueles longínquos tempos.

  2. The devil bites dirty
    We wax and wane

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