São Tomé II

São Tomé 4

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São Tomé 5

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São Tomé 6

São Tomé 6

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.
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2 respostas a São Tomé II

  1. nanovp diz:

    Parece que chamaste o Herberto Helder:

    “Falemos de casas, do sagaz exercício de um poder
    tão firme e silencioso como só houve
    no tempo mais antigo.
    Estes são os arquitectos, aqueles que vão morrer,
    sorrindo com ironia e doçura no fundo
    de um alto segredo que os restitui à lama.
    De doces mãos irreprimíveis.
    – Sobre os meses, sonhando nas últimas chuvas,
    as casas encontram seu inocente jeito de durar contra
    a boca subtil rodeada em cima pela treva das palavras.”

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