Não me ponham a liberdade com dono

Há para aí uns florais donos da liberdade.
Mas a liberdade só o é, se for mesmo livre, sem dono.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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7 respostas a Não me ponham a liberdade com dono

  1. EV diz:

    Veio de capi­tães, não tem que ter coro­néis.

    Ps: Acho que acabei de o plagiar indecentemente…

  2. José Amaral diz:

    O pior que pode suceder é “…não saber o que nos espera!…” . Tive conhecimento do “25 de Abril de 1974” no dia seguinte, dia 26. Estava em África, em Moçambique, na Província de Cabo Delgado, em Montepuez, a cidade-base dos “Comandos”, que tinham como “Comandante” o major Jaime Neves. Sendo da Especialidade de “Transmissões”, a minha guerra era outra; só que, naquele dia, senti-me o mais importante do Quartel: todos queriam ter notícias objectivas e concretas sobre o que se estaria a passar na “Metrópole”, uma vez que havia algum tempo que alguns rumores e inquietações andavam pelo ar. Falava-se num possível “Golpe de Estado”, “no Spínola”, “no Caetano”; mas todos queriam ter notícias do…Amaral, “o homem das TRMS que que podia e devia saber mais do que os outros”, o possível mensageiro que todos queriam ouvir. Não falei com Nampula, com Porto Amélia ou Tete; preferi sintonizar “a minha frequência” do Rádio Clube Português”, já com notícias mais fresquinhas, mas “confusas” para quem estava tão longe e numa terra extremamente pacata. Muita gente a olhar-me com expressões de interrogação, de incerteza, de medo? Ainda ninguém ali tinha citado vocábulos coma “Liberdade”, “Democracia”, “Vitória”, nada!. Eu pensei nisso, mas só me lembrava e preocupava com o que poderia acontecer daí para a frente, tentando adivinhar (e decifrar?) as muitas incertezas (e já algumas certezas) que me assaltavam e me punham inquieto!…

    Lisboa, quarenta e dois anos depois. Escrevo a ouvir a chuva lá fora. Também hoje existem muitas dúvidas e incertezas quanto ao que será o dia de “amanhã”. Mas está tudo diferente!…

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Caro José Amaral,
      foi bom o nosso léxico alargar-se. Hà palavras que só ganharam sabor a partir dessa altura.. Um abraço

  3. Há liberdade nas obras…

  4. nanovp diz:

    São sempre os mesmos “donos disto tudo”, mas estão mascarados…

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