Arquivos Mensais: Maio 2015

Os meus diabretes

Herdei a hipocondria do lado da minha mãe e os diabetes (juvenis, convém acrescentar) do lado do meu pai, o que faz de mim uma hipocondríaca com uma doença real. Nunca agradeci à minha avó paterna os cabelos loiros e … Continuar a ler

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Este blog acaba de ter alta. É oficial.

Há uma semana, tal como aconteceu às oliveiras em Itália, este blog foi considerado oficialmente doente. Agora, e depois de terapias intensivas, veio toda a classe médica atestar que não há, nem sobra, um único – unzinho – dos sintomas … Continuar a ler

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The most beautiful hospice

“When I was checking vitals I suggested a smile. You didn´t talk for awhile, you were freezing. You said you hated my tone, it made you feel so alone, and so you told me I ought to be leaving. But … Continuar a ler

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É a pique!

Foi a pique. Convidaram-me para ir numa avioneta desafiar os limites: fazer acrobacias, dar saltos, ver o mundo ao contrário, de lado, de cima, ficar com miaufa, voar, perder a noção de tempo, rir de nervos e de delírio, deitar … Continuar a ler

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Da Doença e da Vida

É bom ser criança e não sentir a dor do conhecimento do mundo. Ser criança ainda antes de saber que todo o corpo cresce e há-de morrer, delapidado pela doença, seja ela qual for. Do tumor ao cansaço, ao desencanto. … Continuar a ler

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Uau!

Cometi um grave erro na última crónica. Ataquei a reputação de uma geração. O primeiro “uau!”, esse esplêndido juízo de valor dos adolescentes de hoje, é muito mais antigo do que pensava. Corrijo agora: o primeiro “uau” saiu da fresquíssima … Continuar a ler

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Stay high

Alguém chamou a “Stay High” uma ode à auto-medicação. Geralmente só ouço canções pops juvenis fora de prazo, mas esta despardalada angústia adolescente sensibiliza-me e faz-me pensar no meu singular episódio de síndrome vertiginoso (doença de Ménière se quiserem), a única … Continuar a ler

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Palavras para quê?

        Neste pequeno documento/livro de 53 páginas Raul Lino compara a música com a arquitectura como se fossem duas irmãs. Duas irmãs que se parecem e se distinguem entre si. Relembra-nos que para comparar uma Arte com … Continuar a ler

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Beleza que só a doença inspira

Johnny Cash já era Johnny Cash antes de ser Johnny Cash. Mas o meu Johnny Cash só verdadeiramente nasce pela mão do produtor Rick Rubin, já para o fim da carreira, já nos anos de 90. E o que é … Continuar a ler

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Doente de Ti

Por ora, é esta a literária maleita que me mastiga os rins:   Olhos de cão azul.  Ele esperava às dezassete horas de cada terça-feira. Era dos poucos que não usava guarda-chuva. Decidira-se a enfrentar o manto nuvioso com uma … Continuar a ler

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A doença de Donne era ser um génio

.   Se lerem com cuidado, verão que o último parágrafo desta Meditação XVII de Devotions Upon Emergent Occasions verão uma famosa passagem que já deu títulos de romances inesquecíveis, poemas, filmes e o que mais se queira. É aquela … Continuar a ler

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Stoned in São Paulo

São Paulo, 1o de Julho 2004 No início é só uma ligeira pontada que me incomoda enquanto me sirvo de mais um café. Aqui, á altura dos ovários, se eu os tivesse, se fosse mulher. Em poucos segundos começo a dobrar-me para … Continuar a ler

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O que nos empurra para a morte não são as doenças

Não é apenas uma questão de estarmos doentes. Eu com as minhas calcificações a atazanar o supra-espinhoso, o Pedro Bidarra com a hérnia ali pelo L4-L5, a Eugénia com a assimetria neurológica, o Henrique espartilhado pelo fatal esternoclidomastóideo. O que nos empurra … Continuar a ler

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Ainda a Natália Engomava, Entrou o Osteopata

Durmo como lajedo «prantado» há séculos na “Estrela”. Bem podem almejar interromper-me o sono que todas as tentativas saem goradas. Foi preciso muito engenho e teimosia, havendo sismo a fazer tremelicar objetos e paredes que arribou de Lisboa até Coimbra … Continuar a ler

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Maleitas é comigo

Tenho dores nas sobrancelhas Tenho febre no cachaço Arritmia nas orelhas Não vejo nada de um braço Sou dos mais sérios doentes Que a esta costa deu Doem-me todos os dentes E o esternoclidomastóideo

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