Stand by me

benking

Ben E. King, in memoriam

A última vez que se experimenta o gosto da inocência, a primeira vez que se experimenta o gosto da vida.Quatro miúdos metem-se à estrada e vão, a pé, descobrir um cadáver, para verem, pela primeira vez, o rosto da morte.

É um filme e a acção passa-se em 1959. Podiam ser os anos da minha infância, da infância dos meus amigos. O filme chama-se “Stand by Me“. Começa com Richard Dreyfus, sentado ao volante de uma pick-up, acabadinho de regressar a um lugar onde, de tão triste, tinha sido tão feliz. A banda sonora é o instrumental de uma canção que entrou na minha vida nos anos 60. É a canção que dá nome ao filme. Vemos todo o filme na esperança de a ouvir, mas Rob Reiner, o realizador, só nos dá o instrumental. E é quando a acção do filme acaba, já sobre o genérico final, que a voz de Ben King enche a sala, para nos dizer, talvez cantar, que caiu a noite e a escuridão teria invadido a terra não fosse essa única e vaga luz da lua. A uns faz medo. A outros não, basta que venha, darling, a memória pequena e inocente da infância.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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4 respostas a Stand by me

  1. Pedro Bidarra diz:

    Um dos filmes que eu mais gostei “back in the day”

  2. EV diz:

    E eu que só conheço a música lá darei uma alegria à minha ignorância quando vir o filme…

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Vai adorar. Boa parte do filme é um “filme escrito”, memória que o filme é de um escritor.

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