Avanti Popolo, contra os canhões, revolução, revolução

partigiani

A Pedro Marta Santos

Esta é a segunda dedicatória aos meus Tristes companheiros, o meu segundo grito de revolta, o meu golpe espartaquista contra a opressão. Quero ouvir o Pedro Marta Santos gritar a plenos pulmões – e se ele os tem bons e puros – um “Avanti o popolo, alla riscossa”. Do que gosto, nesta versão, é da limpidez comunista de inquebrantável fé em luminosos amanhãs que cantam – o verso “Evviva il comunismo e la libertà” surgiu, diga-se, como reacção ao aparecimento e triunfo de Mussollini.

Já esta admirável versão, mais socialista do que comunista, começa de uma maneira que quase me faz chorar. Antes do coro, quem ataca é uma verdadeira filarmónica de aldeia. Confesso, não aguento – não sei se é assim contigo, Pedro – mas quando ouço uma filarmónica de aldeia ou vila, e vejo os moços e as moças fardadinhos, saídos da casa de uns pais entre o camponês e o pequeno-burguês, vêm-me as lágrimas aos olhos. Como é que o meu pai, um artista que tocava bandolim em bailes, não me ensinou a tocar um intrumento, humilde que fosse?

 

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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5 respostas a Avanti Popolo, contra os canhões, revolução, revolução

  1. Não podemos esperar pelos canhões, avancemos contra os bretões…

  2. EV diz:

    Já cantei e tudo! E recordou-me os Jogos Olímpicos de quando era pequena e os meus heróis eram todos soviéticos, romenos, RDA. Ai quando aqueles hinos se ouviam…

  3. nanovp diz:

    Isto já parece uma manifestação Manuel…todos à Praça do Comércio…

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