O Escrever é Triste é do Povo, não é de Moscovo

 

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É hoje à noite no Povo, em Lisboa. Há uma noite especial “Escrever é Triste”. Os Tristes só sabem dizer coisas Tristes. E não há nada mais Triste do que a Poesia (e em particular se for alegre). Vai haver poemas mata frades, poemas jacobinos e poemas de louvor ao Menino Jesus. Nem todos os Tristes que estão ali em cima, de nome escarrapachado no cartaz lá vão estar. Mas vão lá estar outros Tristes que já nem houve tempo para lhes pôr o nome no cartaz.

E estou eu, a Tia deste Escrever é Triste, boa comó milho, ou pensam que lá por ser puro espírito, não se chegam a mim os calores de uma certa carnalidade? Ou de uma certa poesia.

Estou à vossa espera. Até já.

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.

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Uma resposta a O Escrever é Triste é do Povo, não é de Moscovo

  1. E a noite foi grande e linda, queridos Todos. Uma soireé do melhor.
    Os preferidores de Smith que se cuidem.
    A noite do Povo teve luz e escuridão, branco e tinto, poetas de hoje e de anteontem. Só faltou um Santos a cantar Sylvian para chegar à perfeição. Mas estivemos muito perto (eu sei que a Tia nos ensinou a modéstia desde pequeninos, eu é que não sou boa a aprender coisas).
    Nós e o Povo foi uma esfuziante Tristeza pegada.

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