Amputações

Antes que chegue o Natal e o Menino Jesus, o burrinho e a vaquinha comecem a derramar açúcar na nossa sofrida pele, deixem-me continuar a falar de coisas tenebrosas, como as deste post do Pedro Norton.

Em boa verdade, nem sou eu a falar. Quem vai falar convosco é este artigo do The Telegraph que muito vos recomendo. Fala de amputações. E como uma imagem é mais vistosa do que mil palavras, trago-vos para começar os amáveis instrumentos que na era vitoriana eram usados para as fazer. Alguns, como é bom de ver, até nos cortam um braço mesmo ali sem sair da fotografia.

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Mas o diabo é que não só os instrumentos eram rudes e de má cara, como ao tempo não havia cá anestesias, nem clorofórmios, nem analgésicos, salvo uma boa garrafa de aguardente, que nem precisava de ser de Singeverga. Era mesmo directo ao osso. E faziam-se estas coisas extraordinárias.

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Ponto final. A partir de hoje e até que comece 2016, prometo posts sápidos. Vem aí um ramalhete de sonhos, azevias, filhós, coscorões e rabanadas. Boas Festas.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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Uma resposta a Amputações

  1. EV diz:

    Nem lhe vou dizer o que penso disto!

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