Michel Portal, água pura

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Ao meu amigo Zé Andrade
que está no céu, à direita do Pai, a enrolar a sua  diamba

Eu venho dar beijinhos. Sou tão meloso como agradecido, é o que eu tenho para dizer de mim mesmo. E quero agradecer a música que mais ouvi em 2015. Em cinco posts, antes que acabe o ano. Reparem, isto nada tem a ver com a escolha dos melhores e das novidades, que esse trabalho de aventura e descoberta é com o meu Triste Amigo Diogo Leote. O que eu aqui trago é música velha, mas não relha. É a música boa, que ouvi em 2015, já tinha ouvido em 2014 e vou continuar a ouvir em 2016. É a música que se leva para a cama, a que já nos habituámos e que de tanto se ter habituado a nós, já se deixa ouvir sempre na mesma posição.

Começo por Michel Portal. Se não estou enganado só tem 80 anos. Está mais rijo do que eu. E é dos meus, já tocou Stockhausen, agora toca este jazz simples, clássico, cristalino. Hoje, nestes ecléticos, censórios e um bocado burros tempos que correm, a única vanguarda é servir um singelo copo de água fresca.

Portal compõe, toca clarinete e saxofone. Não lhe peçam cocktails, peçam-lhe um copo de água. Sai assim, límpida, água pura, mesmo que seja este Citrus Juice, que fui buscar ao álbum Bailador.

E prontos, muitos beijinhos ao Michel Portal.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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5 respostas a Michel Portal, água pura

  1. carlos ribas monteiro diz:

    Beijinhos também para ti, que me deste do melhor, este ano.

  2. Beijinhos bem recebidos e já guardados. Fico sensibilizado e agradecido por esta sua notinha. O Michel Portal também e acho que até está tocar com mais gosto.

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