Para ti

salão

 

 

 

 

 

 

Entrei na dança um ano depois.

Faz 3 anos que frequento os seus salões (de forma intermitente bem sei – mas tia, já que o estatuto intermitente não existe em Portugal, ao menos que  possa tirar proveito dele no nosso blog. Sou artista Tia, tem de compreender) Mas os salões, dizia, nunca são iguais. Nunca sei onde vou parar e a Tia já me levou a universos salões – só nos sabemos! Nunca sendo o mesmo, é um salão onde gosto de estar. Onde posso vestir várias peles, mais jovens ou mais maduras. Que nada têm a ver com as personagens que faço, é outra coisa. Mas onde a magia a curiosidade e a discussão também acontecem.

Sou uma sobrinha muito feliz! Estar com os primos e falar da vida e de livros em grandes jantaradas. Declamar poesia, fazer performances em apresentações de livros. Há quem passe a vida a passar mal com a vida. Nós somos só tristes. E gostamos de espalhar tristezas.

A grande tristeza que me aconteceu foi ter conhecido o Stefan nestes salões. Fiquei obcecada por ele, só pensava nele, até o conseguir levar à cena: CARTA DE UMA DESCONHECIDA já esteve em Ílhavo, Luanda, Lisboa e em 2016 irá percorrer o país de Braga a Loulé. (já partilhando os meus desejos para o novo ano)

Os pensamentos fazem barulho. Os nossos dedos também. Escrevo metade. É tudo muito rápido.

As emoções geram-se e a vida celebra-se! Venham mais textos, menos desculpas, mais coragem para escrever tristezas e suas variações.

Porque hoje é o nosso aniversário, deixem-me também agradecer neste dia de festa: Obrigada Tia por me mostrar os infinitos salões do Escrever é Triste, onde espero perder-me mais vezes. Obrigada a ti por teres tempo e decidires espreitar as nossas tristezas.

Deixo-te um excerto da CARTA DE UMA DESCONHECIDA para tatuar a importância do Escrever é Triste na minha vida.

Sobre Sandra Barata Belo

Nasci em Lisboa no final da década de 70. Cresci em Alfama e nas férias, que não são grandes, vou sempre para o Alentejo. Sou filha única, aprendi a brincar sozinha. Gosto que me contem histórias mas também gosto de as contar. A palidez da realidade pode pôr-me sem cor, por isso nada melhor que uma boa gargalhada. Gosto de coisas simples, de pessoas generosas, gosto de arte. interpretei a grande Amália no cinema. Seguiram-se as novelas da SIC. Isso faz com que as pessoas me reconheçam na rua. Estudei no Chapitô onde aprendi todas as bases do que sei fazer hoje. Já fiz muitas coisas, dancei, fui trapezista, malabarista e clown (fica sempre melhor em inglês). Produzo, dirijo e levo a palco livros e autores que admiro. Continuo a querer fazer muitas coisas diferentes. Sou curiosa e não quero deixar de o ser.
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Uma resposta a Para ti

  1. Ana Doria Borges diz:

    As emoções geram-se e a vida celebra-se! Venham mais textos, menos desculpas, mais coragem para escrever tristezas e suas variações.
    LINDO!

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