Pastoral

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Uma pequena floresta, o moinho de bombagem de água, o sol que abre lá ao fundo, entre as nuvens que a madrugada deixou. Só me faltava terem-me aparecido ali uns pastores de Bernardim ou, levada de casa de seu pai, uma menina e moça, coitada, em desaventura. Mas, qual campo, qual quê, a fotografia é de Lisboa, das traseiras de minha casa, tirada esta manhã com o miserável telemóvel, que tão enlevado ficou com este derrame de bucolismo.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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4 respostas a Pastoral

  1. EV diz:

    É o raio da luz, até de dois paus inventa uma floresta e a melancolia…

  2. Só faltou mesmo o “Ando Nisto” … lol

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