Um livro vivo (de carne e osso)

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Mesmo que deixemos de ler livros de papel, o romance ou a poesia não deixarão de vir ter connosco. Ironicamente, podem voltar a procurar-nos numa forma muito antiga, na forma humana – poemas de carne e osso ditos à beira mar ou à beira de uma fogueira. Na Catalunha, anda pelas ruas e pelos bairros, pelos teatros e pelos jardins, uma antologia viva. Um livro de carne e osso. É uma antologia de poemas. De poetas, portanto. De Espanha, França, Reino Unido, da Catalunha e do Québec. De Portugal, também.

Já sabem como eu gosto de impressionar, dizendo coisas vaidosas. Digo um nome: Sylvia Plath. Podia dizer Anne Sexton e era vaidoso, na mesma. E de Portugal, há Sophia – tamanha vaidade saber ler a grega e elegante discrição dela. Também têm Teresa Rita Lopes e Ana Hatherley. Bastaria, se de repente, entre os nomes consagrados, não surgisse, o nome de Eugénia de Vasconcellos. A nossa, de Escrever é Triste.

Com Elles é uma antologia viva que diz alguns dos melhores poetas do século XX e XXI. Escolheram os poemas de Eugénia de Vasconcellos. Como é que escolheram estes e não outros? Fruto de 15 anos de muitas leituras. Escolheram os que têm emoções fortes num verso, o gosto delicado de cada palavra. Escolheram bem a Eugénia, digo eu.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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5 respostas a Um livro vivo (de carne e osso)

  1. pedronorton diz:

    Será abusivo eu ficar um bocado vaidoso de andar por aqui no blog da Eugénia?

  2. EV diz:

    Ó Manuel Fonseca… Merci. E a si também, Pedro.

  3. Parabéns Eugénia! Fico muito contente!

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