Não há factos contra esta Argumento

Que o Cineclube de Viseu goste de cinema é da sua natureza. Mas que o Cineclube de Viseu goste de papel e de publicar um número da sua revista Argumento a cada 4 meses, é já do ritmo das estações, dos ventos e das marés. É muito bonita esta capa do número 154 que acaba agora de chegar às bancas e se pode (e deve) comprar por dois modestíssimos euros.

 O grafismo mudou e a capa deste número é a de que eu mais gostei até hoje. Lá dentro, a Argumento tem a colaboração de Edgar Pera e fala ou mostra filmes como o Napoleão, de Abel Gance, a A Rua da Vergonha, de Kenji Mizoguchi, The Cheat, de Cecil B. De Mille.

Eu sou parte interessada: convidaram-me e estiquei-me – por mais que me apertassem a prosa, foram precisas duas páginas. O que sei é que, doces e simpáticos, os editores pespegaram, de mim e do meu amigo Pera, duas fotos juvenilíssimas. Que miúdos que nós éramos.

A fechar, o Esgar Acelerado, ilustrador e artista que têm de descobrir imediatamente, insatisfeito com o cinema que já existe, imaginou um filme que não existe e deu-lhe a substância que se pode ver aqui abaixo, na foto da contracapa da revista. Esta é a imagem do filme que Stanley Kubrick teria feito se lhe tivesse dado para adaptar, de Philip K. Dick, o romance “The Three Stigmata of Palmer Eldrich”.

Não me digam que não fugiram já da mansidão do lar à procura de um exemplar da Argumento? Onde se compra? Não é para todos, descubram aqui.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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2 respostas a Não há factos contra esta Argumento

  1. Bea diz:

    Bonita e de bom sentimento, esta publicidade à revista argumento. Boa Páscoa.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Espero que tenha tido também uma santa Páscoa, Bea.

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