Dançar o Tetra

De vez em quando só é preciso dançar. No pó, no asfalto, na praia, no campo. Dançar de cachecol na mão. A águia no coração.  SLB dance me to the end of the world. Minha camisa é vermelha, minha meia é vermelha. Brinca na areia, meu irmão.

ps – Sou um benfiquista de musseque. O meu pai foi para Angola, tinha eu 3 aninhos. Fui com a minha mãe e a minha irmã ter com ele aos 5 anos. A casa onde nos guardou era no Sambizanga, bairro mítico de Luanda. Foi aí, nos areais vermelhos e nos relatos da rádio, de Costa Pereira a Santana, José Águas e Coluna, ainda antes de Eusébio e Simões, que o vermelho me entrou no sangue e no peito. Assim, brinca na areia, como nesta canção de letra delirante. Hoje danço o tetra com os benfiquistas da minha vida, o meu pai lá no céu, e cá na terra com o meu irmão Simão Sanches, e mesmo com o meu irmão Abílio  Nunes, sportinguista de coração, que comeu quase todos os ovos verdes e pastéis de bacalhau que a minha mãe fez para não passarmos fome quando fomos ver, em Luanda, os dois jogos do SLB, ainda de Eusébio e Simões, com o ASA para a Taça de Portugal – e que golaço que o jovem Pedras marcou do meio da rua no pelado dos Coqueiros.

Ah, Pedro Norton, podes dançar também – dança aí meu kamba.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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6 respostas a Dançar o Tetra

  1. hmbcm1956 diz:

    OMG. Estão em todo o lado, como o diabo!!!!

  2. ana marchand diz:

    não sou adepta do futebol mas sempre tive uma certa inveja da febre de que tem essa fézada.
    mas na data parabens

  3. Pedro Norton diz:

    Não tenho feito outra coisa!

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