Sublimação

Os românticos do séc. XVIII definiram o Sublime como algo que coloca a natureza numa posição de superioridade face ao ser humano. Esta evidência desencadeia uma tomada de consciência no indivíduo, reafirmando-o como um ser frágil e insignificante quando confrontado com toda a força, poder e magnitude da paisagem. O Sublime carrega assim um certo sentimento de temor associado a uma inevitável beleza trágica.

Hoje o Sublime transcende já a sua condição filosófica e estética. A iminência de uma catástrofe do planeta faz com que o Sublime se torne muito real. Precisamos de encontrar uma nova forma de ser, antes que evaporemos por completo.”  Telmo Sá

Olhamos para as imagens de Telmo Sá e sabemos que as reconhecemos. Não sabemos de onde e isso causa-me estranheza. É inquietante. A mente procura e não encontra, mas reconhece.
Têm algo de premonição. Alguma coisa de belo se aproxima. Uma sensibilidade sedutora.
Telmo Sá, trabalha com a matéria dos sonhos deste lado de cá. Dá vontade de desviar a cortina e descobrir o que há do outro lado.
Sublimação – a mistura gasosa entre o sublime e a evaporação.

Para ver até dia 21 de Maio no Centro Português de Fotografia, Sublimação integra a exposição colectiva Unidade & Divisao.
Porto – Antiga cadeia da relação.

www.telmosa.pt

 

Sobre Sandra Barata Belo

Nasci em Lisboa no final da década de 70. Cresci em Alfama e nas férias, que não são grandes, vou sempre para o Alentejo. Sou filha única, aprendi a brincar sozinha. Gosto que me contem histórias mas também gosto de as contar. A palidez da realidade pode pôr-me sem cor, por isso nada melhor que uma boa gargalhada. Gosto de coisas simples, de pessoas generosas, gosto de arte. interpretei a grande Amália no cinema. Seguiram-se as novelas da SIC. Isso faz com que as pessoas me reconheçam na rua. Estudei no Chapitô onde aprendi todas as bases do que sei fazer hoje. Já fiz muitas coisas, dancei, fui trapezista, malabarista e clown (fica sempre melhor em inglês). Produzo, dirijo e levo a palco livros e autores que admiro. Continuo a querer fazer muitas coisas diferentes. Sou curiosa e não quero deixar de o ser.
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2 respostas a Sublimação

  1. albertino ferreira diz:

    Essas belas fotografias fazem-me lembrar o pintor autodidata Cruz Filipe que utiliza telas fotossensíveis e também um pouco o pintor Noronha da Costa.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Não sei bem o que é cada uma das fotos, a não se que juntam perplexidade e beleza.

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