Arquivos Mensais: Junho 2017

estás a olhar o quê? nunca viste?

    Estava a olhar para o cinema e para a literatura e o cinema e a literatura a olharem para mim já meios virados, como as miúdas da Vila Alice, em Luanda, quando eu era miúdo – “o que … Continuar a ler

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os longos dias

entre orbitas vadias  e noites claras. equador , deserto , calor facho,faisca, fogo.   selando o luto no punho, os longos dias do final de junho       (imagem by Alamy-24h. de sol em Dedhorse , Alaska onde o … Continuar a ler

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Queres que te faça o desenho?

  Foi há 25 anos e meio. Para o Expresso, e por haver uma espécie de ciclo (ou só porque se exibia Things to Come), escrevi sobre William Cameron Menzies. Há gente que se excede numa profissão. Menzies excedeu a … Continuar a ler

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O Eça, o Kroyer, o Hammershöi e eu na linha do Douro

Lá estava eu, com um poema a fazer-me versos na cabeça, a olhar pela janela do comboio, não posso escrever senão enjoo, vou ter de refazer isto tudo, como? ah cabrão, é dos grandes! a ver Resende, e vá de … Continuar a ler

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Cleópatra

O ciclo menstrual de Elizabeth Taylor é que teve a culpa. Vejamos, Walter Wanger só queria a glória. Saíra da prisão por ter dado uns tiros bem aviados, mas não mortais, ao amante de Joan Bennett que, não fortuitamente, era … Continuar a ler

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Pula e avança

  Cada vez que o Homem sonha o mundo pula e avança. É um clássico. Já a ouvimos tantas vezes que menosprezamo-la. Parece até démodé. Mas não é. É poesia. E tornou-se, prefiro antes chamar-lhe, um clássico do Antonio Gedeão … Continuar a ler

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O sentido da vida

o sentido da vida Talvez não sejamos, afinal, muito diferentes do resto da criação. Antes de ontem, no caminho entalado à direita por um carreiro de agapantos brancos e roxos, inclinados como só eles – eta flor cheia de vénias! … Continuar a ler

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O fogo

    Nada nos prepara para a tragédia, para a horrível morte, que o fogo – sempre sobrenatural, inclemente e imparável – causa. Não há consolo para a indiferente fúria com que tudo consome. Podemos apenas lembrar que o cantou o … Continuar a ler

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je suis un autre 2

Saí cedo. Gosto das manhãs frescas, da luz quebrada, do silêncio em redor Cheguei na maré baixa quando a água desce e o pântano fica quase raso. Olhei em redor. Descalcei as sandálias. Mergulhei os pés e as mãos na … Continuar a ler

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Quando o Céu desce à Terra

 

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Genéricos, titles, credits – por onde começam os filmes

Devia falar-se mais dos genéricos dos filmes, aqueles dois minutos com o título, os nomes dos actores e dos autores, quase sempre essa primeira coisa que aparece quando as luzes da sala se apagam. Alguns, no passado não muito distante, … Continuar a ler

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A arte nem pode, nem antipode

A fúria com que, em “Red River”, Montgomery Clift e John Wayne esmurram as ventas um do outro não é de esquerda nem de direita. Os murros deles não são políticos. Nem é político o rabo de Marilyn Monroe, que … Continuar a ler

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Sarita Montiel

Esta apologia de Sara Montiel, já tem 25 anos. Publicou-a o velho Expresso, a 21 de Março de 1992, e julgo que foi logo a seguir a uma visita de Sarita a Lisboa, que fez a sala da Cinemateca encher-se … Continuar a ler

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Em Paris, a acanalhar

Se hoje fosse a Paris e tivesse de escrever sobre um lugar será que ainda escolheria, como escolhi, há 38 anos, um bar mauvais genre, estando-me-nas-tintas para o fulgor e fausto da novíssima ópera acabada de estrear? No velho Semanário … Continuar a ler

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O Senhor da Aflição sou eu, que estou aflito*

  O que de mais importante há para dizer sobre ‘O Homem da Nave’, foi já dito por estes senhores, meus fidalgos, como dizia o Malhadinhas. O senhor da Aflição sou eu, que estou aflito E os senhores são, além … Continuar a ler

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