A dividir por um

 

 

A vida a dividir por um só é exaltante no Dictionnaire des Symboles, de Chevalier e Gheerbrant – há livros sobre os quais sabemos tudo desde o dia em que os vimos pela primeira vez. Foi em 1986. Na Buchholz. Capa muito mole. Agora que penso nisto, vejo: talvez esse seja o Princípio do Mal desta vida a dividir por um, ser um UM, já que as páginas são o portal para… nem sei, talvez para esse outro mundo ao lado do qual, este, que é tudo quanto temos, empalidece. Enfim, em algum ponto dei cabo disto, virei à esquerda e pus-me a ler onde dizia sentido obrigatório à direita para viver de facto, não alfabeticamente. Agora, olha, é tarde – lixe-se, é escrever e ter a contabilidade em dia.

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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7 respostas a A dividir por um

  1. Bea diz:

    Qualquer número a dividir pela unidade é igual a si mesmo. Portanto, dividir a vida por um é ficar na mesma com ela; de forma reforçada, eu diria.

  2. O que seria do múltiplo sem o uno.

  3. riVta diz:

    Depois do que foi dito acima resta-me propor-lhe que divida o um em dois.
    😛

  4. riVta diz:

    Depois do que foi dito acima resta-me propor-lhe que divida o “Um” em dois.
    🙂

  5. Creatur diz:

    impossivel ser apenas UM

  6. A Vieira diz:

    Existe sempre um do outro lado doe espelho….

  7. EV diz:

    Ai a minha contabilidade… 😀

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