De ouro a águia, de prata o luar

 

Eu e a minha águia.
Quando ela voa sinto-me livre.

Montanhas Altai, Mongólia Ocidental, foto de Joel Santos

Ela pousa e o meu corpo tem asas.
E não me lembro das montanhas que galgei, das horas geladas, dos anos de treino que passaram até a sentir como o meu braço direito. A minha vida sempre existiu com ela,  muito antes de eu existir.

Montanhas Altai, foto de Joel Santos

Que histórias de vontade, e de vaidade, e de sobrevivência,  se revelam numa foto? Que laços de sangue existem entre uma águia e o luar?

Montanhas Altai, foto de Joel Santos

Quem serão os cavaleiros da montanha? Que mistério se enredou nesta noite de lua cheia?

Uma foto perfeita pode deixar pistas para caminhar?

Tenho a sorte de o Joel Santos me ter emprestado estes retratos da Mongólia para brincar com eles. Tenho o azar de olhar para eles e não saber ler nem escrever.

 

Sobre Teresa Conceição

Ainda estou a aprender esta terra de hieróglifos. Tenho na mala livros e remoinhos, mapas e cavalos guerreiros, lupas e lápis de cor: lentos decifradores. Sou nativa de Vadiar, terra-a-terra. Escrever? Ainda não descobri onde fica. Mas parto com bússola e farnel (desconfio que levo excesso de bagagem).
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6 respostas a De ouro a águia, de prata o luar

  1. Bea diz:

    Mas que encanto tem o seu não saber escrever!

    • teresa conceição diz:

      Que gentileza a sua, Bea. Obrigada! Felizmente consigo arranjar sempre umas imagens que façam esquecer a falta de jeito. E estas imagens são lindas. São daquelas que bastam por si para desatar a mente.

  2. albertino.ferreira diz:

    Vi o programa ontem na SIC , Aquelas paisagens fantásticas, as peregrinações nómadas com os seus rebanhos fazem-nos sonhar e viver por momentos num mundo de silêncio e plenitude esquecendo-nos desta vida rotineira e cheia de ruído. Obrigado Teresa. Isto é serviço público.

  3. teresa conceição diz:

    Muito obrigada pela bondade do seu exagero, Albertino! Tem razão quanto às imagens, das quais não sou culpada. E bem precisamos de mundos de silêncio por vezes.

  4. Nano diz:

    Perto do céu…

  5. EV diz:

    Não vi ainda nada disto – gosto de saber que existe.

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