Aquivos por Autor: Bernardo Vaz Pinto

Sobre Bernardo Vaz Pinto

Não conseguiria nunca ser bailarino actor ou cantor sem aquela coragem segura que lhes permite não desfalecer sob os olhares escondidos de qualquer audiência.

Prefiro esconder-me sob uns traços gordos de um lápis de lâmina macia, em fundo branco de papel, acarretar a velocidade lenta de uma qualquer construção que se faz colocando pedra sobre pedra.

Ou passar tempo a decifrar, agora por detrás destes óculos de vidro, caligrafias de ficção e poesia, que acabam por aparar a nossa existência, e até moldá-la, abrindo portas a novos sonhos e realidades que não vislumbrávamos até à data.

A música. Negra, principalmente riscada nos pântanos de new orleans, e no fumo gelado do south side de chicago. O jazz num solo de Baker, o Miles de pés e mãos marcadas pelo tempo e pelos abusos num concerto em Tokio onde a língua falada era mesmo a música. E Bach. E sempre Bach.

De resto, pouco mais, entre a vontade de sonhar a vida e o sonho de vivê-la. O olhar da estrada que passou que ilumina o caminho incerto do futuro.
A vontade de expelir para fora o ar que nos fica preso cá dentro.

Songs of a Lost Time

Título : Words Autor : Neil young. Álbum:  Harvest, de 1972. Quem diria,  foi o álbum mais vendido nesse ano. É o último tema do álbum, com um sub-titulo interessante : between the lines of age… cada  um  tire os significados … Continuar a ler

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I Have Seen

I have seen heroes that turn into beasts, Lawyers that serve and priests that can  sing, I have seen women fighting like men, And homeless children there on the way, I have seen pain flowing like water , Senseless money … Continuar a ler

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Ligações

Está tudo ligado. O sol que se põe, o sorriso que se troca. A raiva que se sente, a miséria que se olha. A rudeza da paisagem, a beleza da manhã, o desespero do desânimo, da desesperança. Está tudo ligado. … Continuar a ler

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50

  Não são cinquenta anos,  nem são as cinquenta formas de deixares o teu amante, como cantou Paul Simon. São antes as cinquenta melhores digressões musicais dos últimos cinquenta anos. A edição da revista Rolling Stone que apresenta esta lista … Continuar a ler

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Crepúsculo (1)

  Milton Avery   Spring in the Mountains, 1960   Afinal não era isto. Não era nada disto, pensou. Sentiu uma comichão no pé, o ar seco irritava-lhe a pele. O sono fazia falta, por tudo e por nada resmungava. O … Continuar a ler

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Diários da Solidão (4)

Chegar cedo, empurrar as portadas para deixar entrar a luz única da manhã. Abrir janelas, sentir o ar que ainda tem o sabor a folha verde. Fresco. Ver as bolhas da parede que deixa cair poeiras, arrastando os olhos pela … Continuar a ler

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Diários da Solidão (3)

    Há, nas tardes de sol, um momento em que o tempo pára Não sabemos bem porque o deixamos passar. Há nas horas que passam um dedo que desenha no chão Uma mão que tenta agarrar a luz. Há … Continuar a ler

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Diários da Solidão (2)

James Turrell Estes são os dias de leitura. Talvez para saber mais um pouco de alguma coisa. Para quê não sabemos bem. O fascínio do conhecimento convence-nos. Entender aquilo que estava escondido, perceber a ligação entre algo que aconteceu no … Continuar a ler

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Diários da Solidão (1)

Quando escrevo não consigo ouvir música. Também não consigo ler e ouvir música ao mesmo tempo. Bem…depende. Há vezes que tenho de ouvir música, por exemplo ao fim de um dia agarrado ao computador. Aí quero ouvir Yo La Tengo, … Continuar a ler

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Passou por Aqui…

William Tyler. Mais do que o guitarrista que durante anos tem acompanhado os Lamchop, Tyler tem vindo a fazer uma subtil carreira a solo, inspirado por uma América escondida, silenciosa , afastada das grandes cidades. A planície e a estrada … Continuar a ler

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Tanto e Tão Pouco

Saudades de sinos, cheirar o ar verde que se encosta, silencioso, através das montanhas. Subir a serra, raspar os dedos pelo musgo já seco agarrado ao granito rugoso. Na casa vazia o chão de pedra parece pesado, escuro, sobre a … Continuar a ler

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Natal Azul (2)

O vento, odores a eucalipto e pinheiro, da praia à encosta de terra vermelha. O verde das copas redondas dos pinheiros mansos que se aproximam, enquanto o sal na espuma branca do mar vai ficando para trás, o ronronar das … Continuar a ler

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Natal Azul

  Mergulhar num oceano azul que se move lenta e suavemente, indiferente ao nosso peso e vontade. Mergulhar. A luz branca do sol perfura a superfície translúcida e desaparece no infinito azul profundo, a vertigem quando nos sentimos a flutuar … Continuar a ler

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Please Don’t Pass me By

  A capa da cassete tão gasta como a própria fita. As letras cantadas de cor…over and over again… uma noite limpa parámos o carro , e de portas abertas, o céu escuro pontilhado de prata, deixámos que Cohen cantasse … Continuar a ler

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Quando me faltas.

  wall with clouds, 2016   O tempo passa como se fosse um sopro. Contínuo até que paremos para olhar, mas sem o ver. Vemo-nos a nós próprios, em tempos passados. Ou pensamos que nos vemos, talvez sejam apenas sonhos … Continuar a ler

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