Aquivos por Autor: Pedro Bidarra

Sobre Pedro Bidarra

As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido. Venho também da Faculdade de Psicologia da clássica, Universidade Clássica de Lisboa onde li e estudei Psicologia Social e todas as suas mui práticas teorias. Venho do Instituto Gregoriano de Lisboa onde estudei os segredos da mais matemática, e por isso a mais emocional e intangível de todas as artes, a música. E venho sobretudo de casa: de casa das duas pessoas mais decentes que até hoje encontrei; e de casa dos amigos que me ajudaram a ser quem sou. Estes foram os sítios de onde parti. Como diz o poeta (eu):
“Para onde vou não sei/ Mas vim aqui parar/ A este triste lugar.”

Não me posso queixar (fim)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3) (Capítulo 4) (Capítulo 5)   6 — O amigo não tem uma moedinha? — Aposto que é para beber? — Na verdade é para comer. Para beber já estou aviado. Quer provar? O amigo … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 2 Comentários

Ontem cantei o corpo eléctrico

    Ontem, a convite do Nuno Miguel Guedes e do Alex Cortez, cantei o corpo eléctrico do Walt Whitman nos Poetas do Povo. Numa sessão dedicada à América. Uma belíssima sessão onde tive por companheiros a Isabel Lucas, o … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 10 Comentários

Não me posso queixar (5)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3) (Capítulo 4) 5   A hora estava a contar. O morto tardava, talvez não aparecesse como sucedera nas semanas anteriores. O vagabundo aguardava-o, recostado nas escadinhas e apreciando um branco espetacular, feito de rabigato … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 6 Comentários

Não me posso queixar (4)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3)   4 O morto não apareceu. Era a primeira vez, desde que tinham começado o processo. O vagabundo esperou toda a hora destinada a ouvir as queixas, reflectindo e bebendo um arinto fresco, frutado … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 11 Comentários

Não me posso queixar (3)

(Capítulo 1) (Capítulo 2)   3 — Hoje podemos falar dos males e das dores do coração? — Concretamente?! — exclamou o vagabundo com perplexidade perante a recaída do morto. — Talvez hoje me pudesse queixar da incapacidade de amar … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 8 Comentários

A Criação

Estreia hoje, na RTP 1 (imagine-se, num canal sério, dedicado ao grande serviço público), uma série que escrevi e que foi realizada pelo Sérgio Graciano com a produção da Até ao Fim do Mundo. Chama-se A Criação e é uma … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 17 Comentários

Não me posso queixar (2)

(Capítulo 1)   2 — Hoje trago-lhe gota — disse o morto que chegou coxeando. O vagabundo aguardava-o nos degraus das escadinhas tortas. Parecia que nunca dali saíra nem mudara de posição. Tudo nele era igual: o mesmo aspecto, a … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 7 Comentários

Não me posso queixar

1 — Não me posso queixar — disse o morto. — E tu como estás? — Óptimo. Estou óptimo — respondeu o amigo. Seguiu-se um silêncio do tamanho de um pequeno embaraço que o olhar educadamente convidativo do morto, e … Continuar a ler

Publicado em Ficção | 10 Comentários

O homem mais livre de Portugal

(Escrevi este texto no DN em Novembro de 2011. Volto a escrevê-lo hoje, que um  faccioso, racista e candidato o ameaçou de porrada) O João Quadros, escritor, humorista, guionista e twitterista é, provavelmente, o homem mais livre de Portugal. Não … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 9 Comentários

Emotion trumps reason

              Não há palavras que traduzam bem este título. Ainda assim há um ponto a ser feito por ele que tentarei explicar o melhor que sei. Não há racional no fascismo nem no racismo. … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 5 Comentários

Cheio de céu e cheio de espaço

Anteontem, quando recebi a notícia que o João tinha partido pela manhã, liguei-lhe. O telemóvel tocou, tocou até a chamada ir parar ao voice mail. Ouvi a voz do João, rouca como sempre foi rouca, a pedir para deixar uma … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 2 Comentários

Um tempo hormonal

Alguém escreveu que um optimista é aquele que julga viver no melhor dos mundos, e um pessimista aquele que teme que isso seja bem verdade. Eu acho que este é o único mundo. Os outros, os paraísos que imaginamos, são … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 7 Comentários

A parábola do chulo

                  “Amém vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas irão à vossa frente para o reino de Deus.” Mateus 21:31 Quando chego e estaciono o carro ele já lá … Continuar a ler

Publicado em Museu das Curtas, Post livre | 13 Comentários

O que é, afinal, a Criação?

    O que é, afinal, a Criação? pergunta o Manuel, o meu filosófico companheiro, aqui mais abaixo, debatendo-se, como o teólogo da modernidade que é, sobre se a Criação será a Obra de Deus, a que dá maiúscula, ou … Continuar a ler

Publicado em Post livre | 7 Comentários

A puta da actualidade. Reflexões

              Durante alguns meses vivi sem noticiários e deixei de ler jornais. Mesmo o feed noticioso pouco o procurei. Foram meses passados a escrever e a ler. Os livros têm a qualidade das máquinas … Continuar a ler

Publicado em Post livre | Tags , , , | 6 Comentários