Aquivos por Autor: Diogo Leote

Sobre Diogo Leote

Longe vão os tempos em que me divertia a virar costas a senhoras que não gostavam de Woody Allen. Mas os preconceitos de então ficaram-me. O de preferir as vozes sofridas e os gritos de raiva, ou os sons negros e abafados, ao fogo-de-artifício dos refrões fáceis. O de só admitir happy ends em situações excepcionais, quase sempre em histórias de amor em que ninguém apostaria um cêntimo. O de não procurar encontrar explicação para os desígnios insondáveis da sedução ou para tudo o que não é dito, que é quase tudo, na grande arte. E continuo com esta mania de andar atrás da tristeza. Dizem os psicólogos que isso é um privilégio dos que não a têm no seu código genético. Eu não os desminto. A verdade é que, se não embirrasse tanto com a palavra “feliz”, até a usaria para exprimir o prazer que sinto ao escrever sobre almas abandonadas ou corações destroçados. Ainda bem que escrever é triste.

Me and Earl and the Dying Girl

Isto de estar a ficar velho não é necessariamente uma má notícia. Não o é certamente, quando essa sensação de envelhecimento resulta do facto de um gajo, ainda que com evidentes sintomas de Peter Pan, perceber que, finalmente, anda a … Continuar a ler

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E assim se faz uma tarde

Pois é, a chuva e o frio não convidam a meter o pé fora de casa. Há o Almada para ver? Bem sei. Mas as filas à porta da Gulbenkian aconselham outro dia. E o Amadeo? Está visto e bem … Continuar a ler

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As 30 magníficas de 2016

Não levem a mal o atraso. Andei sequestrado nestas primeiras semanas do ano. No cativeiro, só me permitiram um pequeno luxo. Podia levar comigo trinta canções. Que cumprissem as seguintes condições impostas pelos meus sequestradores: todas editadas em 2016, todas … Continuar a ler

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Fui à missa no dia em que o Elefante Branco fechou

Fui à missa no domingo passado. Com outros companheiros de escrita, como os próprios já aqui relataram. O móbil seria o de assistir à homília da Capela do Rato do padre poeta, filósofo, ensaísta, cronista, um padre como há muito … Continuar a ler

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Café Society

Ontem ganhei o dia por causa de um filme. Um dia, não, terei talvez ganho anos à conta de um filme. Talvez tantos quantos os que me separavam da idade da gargalhada rouca e envelhecida que, na escuridão da fila … Continuar a ler

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Skeleton Tree

  Nothing really matters, nothing really matters when The one you love is gone You´re still in me, baby I need you In my heart, I need you A morte é assim mesmo. Traz com ela a dor, a perda, … Continuar a ler

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De Lavoisier a Anohni passando por Antony

“Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Há quem diga que, quando Lavoisier o disse, já estaria a pensar no estado da criação musical no séc. XXI. Isto porque é uma evidência, vinda de duas ou três décadas … Continuar a ler

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Uma luz na caverna de Thom Yorke

A relação já vai longa. Começou, se bem me lembro, na primeira parte de um concerto dos James no Pavilhão do Belenenses, corria o ano de 1993, numa altura em que o único cartão-de-visita era um Creep gritado a plenos … Continuar a ler

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Eu também tive uma Val

Para a Bé Eu também tive uma Val. E não tenho vergonha de o dizer. Não, a minha Val não vivia – o pudor, aqui sim, impede-me de usar a palavra “servia” em vez de “vivia” – numa casa com … Continuar a ler

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A trip de Finestra

  Na minha infância dos anos 70, se pedissem às minhas curtas vistas de então um desejo, eu saberia bem o que responder: queria ver no preto e branco da televisão (era assim mesmo, a preto e branco, naqueles tempos), … Continuar a ler

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O que a Kate Moss faz a um homem

Acreditem em mim. Eu sei o que a Kate Moss pode fazer a um homem. Com os meus olhos que não me deixam mentir, testemunhei o efeito devastador que provocou em Pete Doherty. Para aqueles que só o conhecem pela … Continuar a ler

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A menina é que me fazia feliz

Sou um coleccionador de declarações de amor. Escritas, filmadas ou cantadas, com mais ou menos palavreado ou expressão corporal, em trajes menores ou de gala, dentro ou fora de lençóis, em tom épico, metafórico ou figurado, arrebatadoras, solenes, platónicas ou … Continuar a ler

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História da minha ida ao psicanalista

O Manuel deu aqui o mote. E eu fui a correr deitar-me num divã de psicanalista, e, dos esconsos da minha memória, tentei recuperar tudo o que me rebentou com estrondo na cabeça antes dos 18 anos. Segundo o psicanalista … Continuar a ler

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Eu, desavergonhado, me confesso (à memória de Black)

I need a friend, oh I need a friend To make me happy, not so alone Look at me here, here on my own again Há dias assim, em que se acorda melancólico. Melancólico e nostálgico, com vontades de voltar … Continuar a ler

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Loving the Alien

Bem sei que já se disse quase tudo sobre Bowie, as suas múltiplas vidas e a influência que teve na música, arte, estética e costumes dos últimos 40 anos. Eu próprio, já aqui contribui com a minha quota-parte para a … Continuar a ler

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