Aquivos por Autor: Diogo Leote

Sobre Diogo Leote

Longe vão os tempos em que me divertia a virar costas a senhoras que não gostavam de Woody Allen. Mas os preconceitos de então ficaram-me. O de preferir as vozes sofridas e os gritos de raiva, ou os sons negros e abafados, ao fogo-de-artifício dos refrões fáceis. O de só admitir happy ends em situações excepcionais, quase sempre em histórias de amor em que ninguém apostaria um cêntimo. O de não procurar encontrar explicação para os desígnios insondáveis da sedução ou para tudo o que não é dito, que é quase tudo, na grande arte. E continuo com esta mania de andar atrás da tristeza. Dizem os psicólogos que isso é um privilégio dos que não a têm no seu código genético. Eu não os desminto. A verdade é que, se não embirrasse tanto com a palavra “feliz”, até a usaria para exprimir o prazer que sinto ao escrever sobre almas abandonadas ou corações destroçados. Ainda bem que escrever é triste.

From Iran with Love (II)

Já antes vos escrevi sobre a perceção errada de que o Irão é inimigo do turista proveniente de paragens da chamada “civilização ocidental”. Isso leva-me a tentar rebater outra das ideias feitas que por aí se têm sobre o país, … Continuar a ler

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From Iran with Love (I)

Fui ao Irão. Sim, ao Irão. Fazer o quê, perguntam alguns, fazendo acompanhar a interrogação com um esgar de estranheza, quase incompreensão, pelo destino escolhido para passar uns dias de férias. Férias, questionam as mesmas vozes, atónitas, como se estar … Continuar a ler

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Índice Médio de Felicidade

“Um homem muda-se para o país onde o Índice de Felicidade humano é igual ao seu, começou ele. Encontrando-se rodeado por outras pessoas que são, pelo menos em média, felizes na mesma medida que ele, o homem sentir-se-á mais integrado … Continuar a ler

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É proibido casar bêbado

“ – A paixão é um instante de desvario. Pessoas que casam por paixão deviam ser consideradas inimputáveis, e esses casamentos anulados. – Não está mal visto – concordei. – As pessoas só deveriam ser autorizadas a casar estando lúcidas. … Continuar a ler

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Bowie and Friends´ Dream

Na noite de 20 de Maio de 2017, tive um sonho. Sonhei que Bowie, o meu herói de todos os tempos, descera à Terra e tomara conta do meu corpo, numa forma a meio caminho entre o Ziggy Stardust e … Continuar a ler

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As duas únicas canções do mundo

Há canções assim. Basta ouvi-las uma vez e sabemos que está ali uma grande, uma enorme canção. Ficam logo entranhadas em nós, a tal ponto que nada mais ouvimos, como se não houvesse mais nenhuma canção no mundo para ser … Continuar a ler

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We will always have Miami

O Zé, com uma generosidade sem limites, meteu-se na maior empreitada de sempre. Resolveu dar graças aos cinquenta anos da sua vida cheia organizando uma visita à eternidade. Para o acompanhar, convidou os amigos. Amigos de sangue e de pele, … Continuar a ler

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Me and Earl and the Dying Girl

Isto de estar a ficar velho não é necessariamente uma má notícia. Não o é certamente, quando essa sensação de envelhecimento resulta do facto de um gajo, ainda que com evidentes sintomas de Peter Pan, perceber que, finalmente, anda a … Continuar a ler

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E assim se faz uma tarde

Pois é, a chuva e o frio não convidam a meter o pé fora de casa. Há o Almada para ver? Bem sei. Mas as filas à porta da Gulbenkian aconselham outro dia. E o Amadeo? Está visto e bem … Continuar a ler

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As 30 magníficas de 2016

Não levem a mal o atraso. Andei sequestrado nestas primeiras semanas do ano. No cativeiro, só me permitiram um pequeno luxo. Podia levar comigo trinta canções. Que cumprissem as seguintes condições impostas pelos meus sequestradores: todas editadas em 2016, todas … Continuar a ler

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Fui à missa no dia em que o Elefante Branco fechou

Fui à missa no domingo passado. Com outros companheiros de escrita, como os próprios já aqui relataram. O móbil seria o de assistir à homília da Capela do Rato do padre poeta, filósofo, ensaísta, cronista, um padre como há muito … Continuar a ler

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Café Society

Ontem ganhei o dia por causa de um filme. Um dia, não, terei talvez ganho anos à conta de um filme. Talvez tantos quantos os que me separavam da idade da gargalhada rouca e envelhecida que, na escuridão da fila … Continuar a ler

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Skeleton Tree

  Nothing really matters, nothing really matters when The one you love is gone You´re still in me, baby I need you In my heart, I need you A morte é assim mesmo. Traz com ela a dor, a perda, … Continuar a ler

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De Lavoisier a Anohni passando por Antony

“Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Há quem diga que, quando Lavoisier o disse, já estaria a pensar no estado da criação musical no séc. XXI. Isto porque é uma evidência, vinda de duas ou três décadas … Continuar a ler

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Uma luz na caverna de Thom Yorke

A relação já vai longa. Começou, se bem me lembro, na primeira parte de um concerto dos James no Pavilhão do Belenenses, corria o ano de 1993, numa altura em que o único cartão-de-visita era um Creep gritado a plenos … Continuar a ler

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