Aquivos por Autor: Eugénia de Vasconcellos

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.

Espelho Teu, Espelho Meu

ESPELHO TEU, ESPELHO MEU Um homem não consegue perceber isto de sapatos e carteiras – nem precisa… Nem isso nem o espelho da Madrasta da Branca de Neve onde nos vemos todos os dias e todos os dias ouvimos dele: … Continuar a ler

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Sábado à tarde

Faz hoje um ano que morreu o meu lindo Cão. Tanto amor… como só um cão sabe ou pode. Hoje vi tantos meninos de quatros patas a passear, vestidos e em pêlo. De trela, peitoral ou em perigo livre. O … Continuar a ler

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Túnel

TÚNEL Fiz esta casa como se tivesse vindo para ficar. Como se uma casa fosse mais do que o túnel entre dois sonhos: o que se teve e o que nem se consegue ter.

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Como é que lhe digo “obrigada, Pedro”?

Morreu Pedro Rolo Duarte e eu tenho tanta pena – é triste. São só cinquenta e três anos e uma vida cheia ainda para viver. E tenho pena porque não lhe pude dizer olá, nem obrigada, nem dar-lhe um abraço … Continuar a ler

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Como Ulisses

COMO ULISSES Sentei-me nas ruínas da minha casa, essa verdade externa do meu interno amor, o testemunho em pedra de desejo e de vida. À minha esquerda, à minha direita, caídos mortos sem combate, amontoados, os meu líricos clichés e … Continuar a ler

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Afinal, o que querem os homens?

AFINAL, O QUE QUEREM OS HOMEMS? Os quinze anos de tosse e afonia de Ida Bauer mal geridos por Freud, quem não gostaria, oh tanto, das atenções impróprias do amigo do pai, Herr K., note-se, também marido da amante de … Continuar a ler

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Ai porra!

Duas tentativas frustradas, preparo-me para a terceira. Nada. Nem uma letra. Digo-me são só anotações, então, que é isto?! Porra. O que é não sei. Sei que estou no jardim da Gulbenkian e o telefone toca e sim, a marcação … Continuar a ler

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Uma palavra chega

uma palavra chega e às vezes, nem sabemos o que nos faz falta até o recebermos, do nada. Um pequenino acto de bondade. Estou a escrever e percebo que ainda estou a pensar em Stig Dagerman. Explico. Cheguei. O natural … Continuar a ler

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A beleza das nossas armas

na volta, quando vinha lá de baixo, ao chegar ali para São Lázaro, já não podia com um gato pelo rabo. Parei no café homónimo. Bica. Água das Pedras gelada. A caminho. Ao chegar ao Desterro, claro, a cabeça entra … Continuar a ler

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Sim, senhor ministro

Não poderei jurar que se tenha passado exactamente assim…  O nosso Primeiro: – Senhora ministra, apresente a demissão. A ministra demissionária: – Pois muito bem, apresento a demissão e apresento as armas: estão na Chamusca, mas as munições, santa paciência, … Continuar a ler

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O gato de Schrödinger

O Gato de Schrödinger Lá fora, a constante de trânsito num motor único, a obra, intermitente, ao lado. Por cima, mais alto, nas copas das árvores, pássaros conversam noutra língua. O ouvido, deste campo de vozes, colhe o que quer. … Continuar a ler

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Sunday dreams, jardim & black coffee

sunday dreams Começar por onde? Um passo. Outro. E outro. Assim. Andar e nem saber que se anda. Tudo é novo à minha volta. Tenho outra vez dois anos e a vida é um lugar grande. Já tinha cafés onde … Continuar a ler

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Péssima estreia, filha, péssima estreia

Si tu vois ma mère A minha televisão é mais inteligente do que eu: queria o Sidney Bechet mas não o tinha trazido na mudança, o pc está com o som esquisito, e ela, toma Sidney Bechet. Salvou-me a vida. … Continuar a ler

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Um Marlboro, se faz favor.

  Um Marlboro, se faz favor Não fumo. Mas, na verdade, tenho pena de não fumar. Não tenho uma única tatuagem nem um único piercing, e ainda que pense que não tenho pena de não os ter, na verdade, tenho, … Continuar a ler

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A culpa é do Cupido!

a culpa é do Cupido! Não percebo o que raio fazem as pessoas quando não estão a trabalhar. Não consigo atinar com essa história da identidade não estar no trabalho. Onde está, então? Para mim tudo é trabalho mesmo que … Continuar a ler

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