Aquivos por Autor: Eugénia de Vasconcellos

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.

Escola de Santidade

ESCOLA DE SANTIDADE Talvez eu tenha sido como disse Paulo: não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço. Talvez tu tenhas sido como foi Pedro: jamais me negarias para logo me negares, e mais … Continuar a ler

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Nem fogo nem fogão

Meu amigo Vinicius, leia com seu sotaque, perdão, sutaqui, esta não-feijoada para sua “feijoada à minha moda”   NEM FOGO NEM FOGÃO De quando em vez, alguém me sabe e tudo compreende: agora mesmo, teu poema de feijão, rede e … Continuar a ler

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Amor de sempre e para sempre, não estás

AMOR DE SEMPRE E PARA SEMPRE, NÃO ESTÁS Meu Espírito, Minha Carne, Meu Nome para a Alegria, Minha Porta para o Amor, Meu Amor: não se pode amar sozinho: a escuridão existe e tu não estás aqui.

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Não acordes…

Nas fases profundas do sono não se devia acordar com memória do sonho onde estávamos: quem é esta pessoa que nos habita enquanto nós dormimos? E vive aquilo que jamais viveríamos? E num mundo com outras leis, a natureza com … Continuar a ler

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Os navegantes

OS NAVEGANTES Povos, nações, línguas, é isto: há muito tempo, tanto, sei que foi comigo porque o meu corpo estava lá, nas catacumbas de Cecília ou Calisto, nem recordo, foi quando, de repente, uma pintura hedionda se me agarrou ao … Continuar a ler

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Corre, corre caballito

A verdade é que me magoei antes de ontem. A verdade é que não estava para médicos nem fisioterapeutas. A verdade é que, da última vez em que estive na casa da minha mãe, trouxe Gel Defatigante Crin Blanca, Jose … Continuar a ler

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Reset

RESET Não há plano. Não há sonho. Não há futuro. Só há agora: de hora a hora até o passado se desfaz.

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Revolução

REVOLUÇÃO Fechar o coração é muito triste, mais do que o tecido necroso e pior do que o amortecimento da alma são os cantos da boca descaídos onde antes estava o riso. E as veias endurecem: a circulação amorosa é … Continuar a ler

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Sim

SIM De entre coisas que um dia nunca, um dia não, não saberia nem conseguiria, um dia sim, sem surpresa, com certeza, o não é sim. – e a gente a julgar que tem uma só natureza.

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Agora mesmo

Na estação, nem o meu Cão nem o meu namorado. Não me detive na plataforma a ver se os via – como se pudesse não os ver com este feitio de valha-me Deus, viúva perfeita. É uma irrelevância a morte, … Continuar a ler

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Em letras maiúsculas

Ia fazer um belo post. Escrevi-o na cabeça quando estava a vir do Jardim da Estrela, uma casquinha, um canteiro, um bonsai, não o lembrava assim em miniatura. E fui um pouco mais longe ver com olhos de ver uma … Continuar a ler

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O Amigo

O amigo é uma figuraça na vida de uma pessoa. Uma figurona. Na verdade, é uma figura indispensável. O meu forte não são as comédias românticas. When Harry Met Sally é, talvez, uma das melhores das minhas excepções. E não … Continuar a ler

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Com muita noite

A Ana é que o trouxe. Aqui está a prova. então, sentei-me ali, na janela do quarto, nem sei se a ver para fora se a ver para dentro, às vezes o mar é água, às vezes o mar é … Continuar a ler

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Artes Performativas

ARTES PERFORMATIVAS O amor de um homem, numa mulher, cria um território novo: de corpo, de riso, de pensamento. O território irrompe de uma nascente inesgotável: o prazer de amar quando é amada faz da mulher a flor em flor … Continuar a ler

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Ano Novo, Garagem Velha

E pronto, já bati outra vez na garagem. Não uma, mas duas, duas vezes! Na primeira curva à esquerda, zás, até me arranhou os tímpanos, faço a segunda curva, perfeita, e na última, vá, contra a esquina com convicção! Se … Continuar a ler

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