Aquivos por Autor: Eugénia de Vasconcellos

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.

Sim, senhor ministro

Não poderei jurar que se tenha passado exactamente assim…  O nosso Primeiro: – Senhora ministra, apresente a demissão. A ministra demissionária: – Pois muito bem, apresento a demissão e apresento as armas: estão na Chamusca, mas as munições, santa paciência, … Continuar a ler

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O gato de Schrödinger

O Gato de Schrödinger Lá fora, a constante de trânsito num motor único, a obra, intermitente, ao lado. Por cima, mais alto, nas copas das árvores, pássaros conversam noutra língua. O ouvido, deste campo de vozes, colhe o que quer. … Continuar a ler

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Sunday dreams, jardim & black coffee

sunday dreams Começar por onde? Um passo. Outro. E outro. Assim. Andar e nem saber que se anda. Tudo é novo à minha volta. Tenho outra vez dois anos e a vida é um lugar grande. Já tinha cafés onde … Continuar a ler

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Péssima estreia, filha, péssima estreia

Si tu vois ma mère A minha televisão é mais inteligente do que eu: queria o Sidney Bechet mas não o tinha trazido na mudança, o pc está com o som esquisito, e ela, toma Sidney Bechet. Salvou-me a vida. … Continuar a ler

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Um Marlboro, se faz favor.

  Um Marlboro, se faz favor Não fumo. Mas, na verdade, tenho pena de não fumar. Não tenho uma única tatuagem nem um único piercing, e ainda que pense que não tenho pena de não os ter, na verdade, tenho, … Continuar a ler

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A culpa é do Cupido!

a culpa é do Cupido! Não percebo o que raio fazem as pessoas quando não estão a trabalhar. Não consigo atinar com essa história da identidade não estar no trabalho. Onde está, então? Para mim tudo é trabalho mesmo que … Continuar a ler

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A vida das pequeníssimas coisas

A VIDA DAS PEQUENÍSSIMAS COISAS Um Golias chamou-me micróbio. Não foi o primeiro. Não será o último. É natural: a água não tem cabelos, não se pode segurar, as palavras são um rio, um rio só pára quando é mar. … Continuar a ler

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Dr. Fonseca, que é lá isto?!

Ao contrário de certos uns que fazem gosto em ser acusa Cristos, eu que não sou de intrigas e sou praticamente uma santa, acho que quem tem telhados de vidro e se põe a cantar e a abanar-se debaixo de um … Continuar a ler

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A dividir por um

    A vida a dividir por um só é exaltante no Dictionnaire des Symboles, de Chevalier e Gheerbrant – há livros sobre os quais sabemos tudo desde o dia em que os vimos pela primeira vez. Foi em 1986. … Continuar a ler

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Coisas Singulares

COISAS SINGULARES E quer-se independência, fazem-se planos em bando, adolescentes mais que pássaros e antes que o coração seja dono dos seus ais, já somos casais, e um dia somos menos do que sonhámos, ou mais do que merecemos.  E … Continuar a ler

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Nem sei se te ame se te odeie

Estava aqui a olhar para Steiner. Este Steiner. Tudo quanto gosto num homem, ele tem. E quando fala, ou melhor, quando leio o que escreve, percebo claramente o significado de “mas dizei uma palavra e serei salva”. Nem sei se … Continuar a ler

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Abarim, Abarim

Com Manuel António Pina ABARIM, ABARIM Abarim, Abarim, do alto do teu silêncio vi a terra prometida: passava de manhã para o trabalho pois acreditava no suor do rosto. E regressava ao fim da tarde, a casa, pois tinha asas … Continuar a ler

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O Eça, o Kroyer, o Hammershöi e eu na linha do Douro

Lá estava eu, com um poema a fazer-me versos na cabeça, a olhar pela janela do comboio, não posso escrever senão enjoo, vou ter de refazer isto tudo, como? ah cabrão, é dos grandes! a ver Resende, e vá de … Continuar a ler

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O sentido da vida

o sentido da vida Talvez não sejamos, afinal, muito diferentes do resto da criação. Antes de ontem, no caminho entalado à direita por um carreiro de agapantos brancos e roxos, inclinados como só eles – eta flor cheia de vénias! … Continuar a ler

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Isto o que é?

isto o que é? Vou mudar de casa – vendi a minha, que por acaso até era bastante decente, o ano passado. No dia um de Agosto. Via-se o mar e a serra da varanda do quarto e da varanda … Continuar a ler

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