Aquivos por Autor: Manuel S. Fonseca

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

Tom Hanks na São Silvestre de Luanda

Uma nota prévia. Quem me contou a lenda caluanda que subjaz a esta crónica foi o meu amigo Orlando C. Marques. Contou-a ele muito melhor do que eu a transformei em crónica. Por isso, advirto que o Triste resultado final … Continuar a ler

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Mas que grande insulto

Houve uma clamorosa fuga de informação e esta imagem vazou para as bocas do mundo. É uma fuga imperdoável, mas fugiu e o que fugiu, fugido está. A questão é: o que é isto? Será um livro? E o que é … Continuar a ler

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É verdade que és virgem?

Esta foi a minha última crónica na revista Epicur. Saiu no número de Verão, que infelizmente encerrou a revista. É um fecho injusto: o Mário Rui de Castro, que a geria, e o Pedro Marta Santos, que a dirigia, fizeram … Continuar a ler

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O sexo e o empurrão

Estão no Nimas e são filmes franceses. Os organizadores chamaram ao ciclo «Os Grandes Mestres» e balizaram-no com datas, a do Big Bang e a do Apocalipse, perdão, 1930, simbólica explosão do sonoro, e 1960, já a nouvelle vague fragmentava … Continuar a ler

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A Guerra Fria em seis filmes

Agora que se fala da Paz Quente, apetece-me lembrar a Guerra Fria. Convidaram-me, aliás, a escolher seis filmes que lhe fizessem o retrato.  Tinha 800 caracteres com espaços para apresentar cada um dos que escolhesse. Escolhi estes: The Thing (1951) … Continuar a ler

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Isto não é um prato de búzios

Ainda há pouco falei aqui de Elias dia Kimuezo. Aliás, num post em que ele veio cá cantar e tudo. Mas já tinha escrito, em Janeiro, esta crónica para a falecida revista Epicur. Trago-a agora aqui, à crónica, tiradinha do … Continuar a ler

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Em louvor do Panteão

Já me disseram que bem podemos meter o cânone de Harold Bloom no sítio que todos sabem. Virá uma tarde, àquela melancólica hora em que tomba lento no horizonte o crepúsculo dos deuses, e alguém me dirá que posso também … Continuar a ler

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Adeus, Jorge

O meu amigo Jorge Adib partiu. Foi um dos grandes directores da Rede Globo, muito mais próximo do velho Roberto Marinho, o fundador, do que se possa imaginar. E pouco me interessa o poder e influência que o meu amigo … Continuar a ler

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A natureza é um vício: na cozinha do Eleven

Para grande desgosto meu, a Epicur, a revista dos meus amigos Mário Rui de Castro e Pedro Marta Santos, despediu-se dos leitores. Este foi o meu antepenúltimo artigo. Escrevi-o na cozinha do Eleven, ali no topo do Parque Eduardo VII. … Continuar a ler

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Me Tarzan, you Jane

A ver se nos entendemos A pedestre agramaticalidade de “Me Tarzan, you Jane” nunca foi dita por Johnny Weissmuller nesses pequenos ensaios fílmicos hollywoodianos que projectaram de liana em liana a filosofia de Jean Jacques Rousseau. Com uma cortesia de … Continuar a ler

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O amor das mulheres

Foi em 1994, e as mulheres, nesse tempo, ainda podiam falar dos homens com amor. A voz, que tem a delicadeza lírica dos tímidos autênticos, é a da actriz Mary Steenburgen. A graça balbuciante dela infiltrou na sala, cheia de … Continuar a ler

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O grande educador

Em “The Big Sleep”, quando Bogart sai de uma livraria, atravessa a rua e se refugia na livraria em frente, toda a cena é só alusão e vénia a Stanley Rose, fundador das duas. Uma antes, outra depois de ser … Continuar a ler

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Hienas, Hollywood e livros

Lá vou chatear as hienas que em pleonástico bando sempre uivam a Hollywood. Tenho de dizer a verdade: é de véu e flor de laranjeira o amor de Hollywood pelo livro. Quando a cidade era victoriana, o século XIX a … Continuar a ler

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Os vidros duplos da nossa inocência

No canto inferior direito desta tela (1565), que é, cópia ou original, de Pieter Bruegel, há umas pernas que se agitam e chapinham no mar verdíssimo, numa agitação tão inócua como anónima. São as alvas pernas de Ícaro. Podiam ser … Continuar a ler

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A ímpar sala de cinema

Era fim de tarde e uma guerrilheira lufada de Inverno feriu a primaveril Feira do Livro. Ia dizer olá ao João Lopes, camarada da remota aventura da Cinemateca. Ele apresentava um livro – “Cinema e História” – e arrastava a … Continuar a ler

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