Aquivos por Autor: Manuel S. Fonseca

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

Não lhes posso dar murros

A nostalgia da mãe. Tal como John Ford, em cuja boca nunca entrou e ainda menos saiu a palavra “nostalgia”, mas que tinha nostalgia de tudo, o japonês Kenji Mizoguchi reclama a nostalgia da mãe. Foi o realizador de filmes … Continuar a ler

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Os Livros Estão Loucos

Ao Miguel Cadete, António Saraiva e Vasco Ferreira, que gostam de livros Não é só que me apeteça. Apetece-me e preciso de dizer o que vou dizer, para me aliviar do feliz e contente que estou. Venho falar a pais … Continuar a ler

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Mato quem lhe toque

Há cartazes que valem o filme. Não sei quem ainda se lembra de Joaquin Phoenix a brilhar em “Buffalo Soldiers”, mas ninguém se atreve a esquecer a frase promocional, “War is hell… but peace is f*#!%!! boring“, cuja ingénua tradução … Continuar a ler

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A tecnologia a que ajoelho e rezo

Estava, diletante, a discutir com um amigo meu o futuro do livro em papel , no qual ele muito acredita e eu creio mais do que creio num só Deus, Pai todo poderoso. Saíram-me meia dúzia de razões para justificar que, … Continuar a ler

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Os livros estão mortos?

Já contei que a minha relação com a edição de livros começou nos anos 80, na Cinemateca, com o João Bénard, que me pôs e aos meus colegas programadores como editores dos catálogos dos ciclos de cinema. Depois, nos tempos … Continuar a ler

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A alegria do futebol

É um tipo baixo, redondinho. Está de costas para o campo adversário, quando recebe a bola. Veste camisola azul e calção preto e ainda está no seu meio campo, a dois metros da linha divisória e do grande círculo. Recebe … Continuar a ler

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Ressuscita ele e ressuscitaremos todos

Este é um post para ouvir. Primeiro, uma canónica versão do coro final (“Descansem em paz, pernas abençoadas”) da Paixão Segundo São João, de Bach. Depois, (“Bombé”) o encontro de Bach com o encantatório bater de palmas de um ritual fúnebre africano … Continuar a ler

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Tom Zé: para rir é preciso chorar

Quantas vidas tem Tom Zé? Vamos lá, Tom Zé já tinha vida quando a família, moradora em Irará, na Baía, ganhou um qualquer Euromilhões brasileiro. Foi logo outra vida. A terceira foi a descoberta do violão e da música. Nos … Continuar a ler

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Não há factos contra esta Argumento

Que o Cineclube de Viseu goste de cinema é da sua natureza. Mas que o Cineclube de Viseu goste de papel e de publicar um número da sua revista Argumento a cada 4 meses, é já do ritmo das estações, … Continuar a ler

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O meu primeiro Borges

      Se não tinha 18, não teria mais de 19 anos, e dançava nas minhas mãos o livro cuja capa está ali em cima. Foi o primeiro Borges, convertido, do esplendor imperial da língua espanhola, por outro poeta, Ruy … Continuar a ler

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Liceu Salvador Correia

Esta era a sala de professores do meu liceu, o Liceu Nacional Salvador Correia, em Luanda. Uma sala destas confere ao espírito um tumulto  de violinos. É uma sala belíssima, que chama ao professor, professor. O aluno que entra nesta … Continuar a ler

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Se eu soubesse como se dá um beijo

Foi há 25 anos, estava quase, quase a trocar o “Expresso” pela SIC. Em Fevereiro de 1992, julgo que a propósito de algum melodrama que estreou por essa altura, escrevi sobre o par amoroso. Como é que, década a década, … Continuar a ler

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Guerra e Paz

Falhámos. Acertámos. Perdemos. Vencemos. Faz hoje 11 anos, a 10 de Abril de 2006, nascia a Guerra e Paz editores. Com Sena e Sophia, com Agustina, Eça e Camilo. A história da Guerra e Paz editores é igual à história … Continuar a ler

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Estranha fruta

Foi o meu primeiro post neste Escrever é Triste. De vez em quando gosto de o repescar. Como se fosse uma espécie de declaração programática Era novo e comunista. Abel Meeropol era um jovem judeu do Bronx. Dava aulas no … Continuar a ler

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Um irretocável desejo de Primavera

A Primavera é como a primeira luz que rompe a escuridão da sala de cinema. Enche-nos da pior das volúpias, a volúpia infantil. Às 11 da manhã já o Chiado, já a Rua de Santa Catarina lavam os olhos nas … Continuar a ler

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