Aquivos por Autor: Manuel S. Fonseca

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

A beleza interior

Publiquei este post noutro blog, o Livro, Labirinto e Letras. Lá só escrevo praticamente sobre os livros da Guerra e Paz editores, que é minha e que oito esforçados e talentosos trabalhadores tudo fazem para tornar melhor. Se republico o … Continuar a ler

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Deambulação maniqueia: o visível e o invisível

Há o visível e há o invisível. Temo que se queixem de algum exagero conceptual nestas crónicas. Ora, eu prefiro ser rude e apontar com o dedo a ser acusado de conluio com qualquer dos falecidos filósofos franceses dos últimos … Continuar a ler

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Vittorio Storaro

Se soubesse que ele vinha cá visitar-nos, tinha guardado este post para hoje. Publiquei-o há seis meses. Mas amanhã, Storaro é homengeado na Cinemateca, a minha velha casa. Não consigo fazer outra coisa que não seja repetir esta entrevista. Take … Continuar a ler

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Mas ontem no sofá

A cara era de trombalazanas. Charles Laughton se fosse cão seria um bulldog. Marlon Brando, se quis ser Don Corleone, teve de atafulhar as bochechas com algodão. Laughton tinha as bochechas cheias de Shakespeare e Old Vic. Era, como os … Continuar a ler

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O escadote e a peste

  Será mesmo verdade que somos o que lemos? É que se for, estou feito num frangalho. Nem eu sei o que sou, nem com um espanador me hão-de apanhar os destroços. Passei agora pela  minha estante, a mais alta … Continuar a ler

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Um rosto pré-Big-Bang

Olhem para a cara de pedra de Buster Keaton. Pode parecer uma cara irresoluta. Ou de uma inexpressiva perplexidade. Hoje, a idade a roubar-me massa muscular às pernas, que embora curtas já chegaram a ser bonitas, sei e tenho a … Continuar a ler

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O miúdo que me ensinou a conversar

Olá Pedro, a última vez que falámos, há poucos dias, ligaste-me para a Guerra e Paz editores. Querias que eu fosse conversar contigo ao Hotel Babilónia. Fui e contei tudo, essa conversa que tivemos sem a ter tido, num blogue … Continuar a ler

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Quatro mulheres que choram

Choram. São quatro mulheres. Não sabemos o que choram, mas sabemos que choram ali por volta de 1878. Podemos talvez presumir que choram a morte. Cabelos, pose, estatura parecem indicar que são de gerações muito próximas, irmãs, primas quem sabe, ou … Continuar a ler

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Pedro Norton, um autor da Guerra e Paz

“Livro, Labirinto e Letras” é o novo blogue do novo site da minha editora, a Guerra e Paz. Escrevo lá todos os dias e hoje saiu-me esta prosa, que envolve os dois maravilhosos Tristes que são o Norton e a Eugénia. … Continuar a ler

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O Físico Prodigioso

Fora os seus méritos maiores e naturais, tem um pequeno mérito editorial: a envergadura. Aberto, um e mais um e mais um e mais um, os quatro painéis deste livro chegam quase a um metro de comprimento, como podem adivinhar … Continuar a ler

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O obstetra de John Barrymore

O António,digo eu a toda a gente que me quer ouvir, é o meu obstetra. Conhecemo-nos, não no consultório, mas nas salas de cinema de Tróia. Digo eu para facilitar. Estavam connosco a Antónia, minha mulher, de quem, por acaso, … Continuar a ler

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A angústia da despedida

Ninguém se despediu como Sócrates. Condenado pelos juízes, feito o discurso de adeus aos amigos, já a rude taça de cicuta à espera dos seus lábios, as últimas palavras de Sócrates rompem entre a vida e a morte: “Agora é … Continuar a ler

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A contra-revolução sexual

Foi em 1963, diz o poeta Philip Larkin. Tinha eu 10 anos e tinha chegado a Revolução Sexual. E o que ele disse é tão bem dito, que eu cito-o, palavra a palavra, as minhas palavras a traduzir em português … Continuar a ler

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Cortem as alusões intelectuais

Nem a mãe gostava dele. Em “Dead End”, um filme de William Wyler, Bogart é um assassino impiedoso. Acompanhado por um dos seus facínoras, regressa ao bairro onde cresceu, na busca nostálgica de um pingo perdido de afecto. Vai ter … Continuar a ler

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O estômago de John Barrymore

Estava a escrever uma crónica para o Expresso, para daqui a 15 dias, num tu cá, tu lá com o grandessíssimo actor que foi John Barrymore, uma espécie de rei em Hollywood, avô da da nossa Drew Barrymore, para situar … Continuar a ler

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