Aquivos por Autor: Manuel S. Fonseca

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

estás a olhar o quê? nunca viste?

    Estava a olhar para o cinema e para a literatura e o cinema e a literatura a olharem para mim já meios virados, como as miúdas da Vila Alice, em Luanda, quando eu era miúdo – “o que … Continuar a ler

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Queres que te faça o desenho?

  Foi há 25 anos e meio. Para o Expresso, e por haver uma espécie de ciclo (ou só porque se exibia Things to Come), escrevi sobre William Cameron Menzies. Há gente que se excede numa profissão. Menzies excedeu a … Continuar a ler

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Cleópatra

O ciclo menstrual de Elizabeth Taylor é que teve a culpa. Vejamos, Walter Wanger só queria a glória. Saíra da prisão por ter dado uns tiros bem aviados, mas não mortais, ao amante de Joan Bennett que, não fortuitamente, era … Continuar a ler

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O fogo

    Nada nos prepara para a tragédia, para a horrível morte, que o fogo – sempre sobrenatural, inclemente e imparável – causa. Não há consolo para a indiferente fúria com que tudo consome. Podemos apenas lembrar que o cantou o … Continuar a ler

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Genéricos, titles, credits – por onde começam os filmes

Devia falar-se mais dos genéricos dos filmes, aqueles dois minutos com o título, os nomes dos actores e dos autores, quase sempre essa primeira coisa que aparece quando as luzes da sala se apagam. Alguns, no passado não muito distante, … Continuar a ler

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A arte nem pode, nem antipode

A fúria com que, em “Red River”, Montgomery Clift e John Wayne esmurram as ventas um do outro não é de esquerda nem de direita. Os murros deles não são políticos. Nem é político o rabo de Marilyn Monroe, que … Continuar a ler

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Sarita Montiel

Esta apologia de Sara Montiel, já tem 25 anos. Publicou-a o velho Expresso, a 21 de Março de 1992, e julgo que foi logo a seguir a uma visita de Sarita a Lisboa, que fez a sala da Cinemateca encher-se … Continuar a ler

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Em Paris, a acanalhar

Se hoje fosse a Paris e tivesse de escrever sobre um lugar será que ainda escolheria, como escolhi, há 38 anos, um bar mauvais genre, estando-me-nas-tintas para o fulgor e fausto da novíssima ópera acabada de estrear? No velho Semanário … Continuar a ler

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As pernas do Imperador

 A revista Epicur é muito boa. Fazem-na, sabendo o que fazem, amigos meus, o Mário Rui de Castro e o Triste Pedro Marta Santos. Escreve lá a Triste Eugénia de Vasconcellos. E escreve lá também este vosso terceiro Triste, como … Continuar a ler

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O Stradivarius de Sternberg

    “Pernas, voz, fumo ou só um nome: Marlene. Morreu esta semana, podia morrer na próxima, ou nunca. Era eterna.” Escrevi estas duas frases para encabeçar o artigo que, três dias depois da sua morte, publiquei no Expresso. Passaram 25 anos. … Continuar a ler

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As ancas de John Wayne

Era mais fácil falar das pernas de Angie Dickinson, mas vou obrigar-me a só olhar para o cinturão, coldre e colt de John Wayne. Sei do que falo, xerife foi a primeira coisa que fui na vida, revólver à cintura, … Continuar a ler

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A Eugénia foi ali fazer uma visita

A Eugénia foi aqui fazer uma visita. Levou o cão e encontrou uma cegonha. Foi de bicicleta e estenderam-lhe um tapete vermelho. Chove muito nesta visita da Eugénia. Rios de chuva e relâmpagos. Não há nada mais bonito do que … Continuar a ler

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Bob Dylan em Lisboa?

Bem sei que é um press-release da minha editora, mas não consigo resistir a trazê-lo aqui. Bob Dylan acaba de dar uma ajuda entusiástica à Guerra e Paz Editores. Foi hoje, no discurso que mandou a agradecer o Nobel da … Continuar a ler

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Li tanto, li tão pouco: uma lista

Li Villon e Joyce, li Baudelaire, René Char, quase todo o Sade, o elegante e assexuado Steiner, os Barthe todinhos, muitíssimo Bertrand Russell, John Steinbeck, Hemingway, Scott Fitzgerald (cinco vez Terna é a Noite), os diálogos de Platão, a Náusea … Continuar a ler

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Peter Pan

Estavam a chegar ao fim os meus dias como crítico de cinema do Expresso. Foi há 25 anos, em Março de 1992, que se estreou o Hook, de Steven Spielberg. Além da crítica, que abaixo jaz, escrevi umas notas sobre … Continuar a ler

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