Aquivos por Autor: Maria João Freitas

Sobre Maria João Freitas

Graças às palavras, às vezes sou Alice e faço perguntas sem parar. Outras, sou a namorada (platónica, esclareça-se) de Wittgenstein. Quase sempre, penso que tenho a sorte de viver da (e na) escrita. Porque escrever pode ser triste, mas é melhor que ser feliz.

A biblioteca sentimental

A minha biblioteca nasceu no dia em que o meu pai me ofereceu a estante que está nesta fotografia (aqui no seu escritório em casa). O fascínio que esta imagem exerce sobre mim é ver o meu pai (em pose … Continuar a ler

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Está imaginado

para o Pedro Bidarra, provavelmente o humano com mais imaginação que conheci até hojeUm dia, enquanto caminhava distraidamente na rua, tropecei num verbo novo. Poucos passos à minha frente, uma mulher dizia, num tom ríspido q.b., ao homem que caminhava a seu … Continuar a ler

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O meu primeiro filme

O nome do cinema era Castil. A cidade, que tem uma memória leviana, talvez já nem se lembre dele porque há 30 anos tornou-se a sucursal de um banco, assim mesmo sem avisar. Desapareceram as letras iluminadas e os cartazes, … Continuar a ler

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Os meus diabretes

Herdei a hipocondria do lado da minha mãe e os diabetes (juvenis, convém acrescentar) do lado do meu pai, o que faz de mim uma hipocondríaca com uma doença real. Nunca agradeci à minha avó paterna os cabelos loiros e … Continuar a ler

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Perguntar é triste?

O ponto de interrogação é um ponto de exclamação cansado. Esta frase, que não termina com um nem com outro, anda comigo há tanto tempo, que já a considero um pouco minha, até porque não saberia a quem a devolver. … Continuar a ler

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Abrir a mala

(para satisfazer a curiosidade da Eugénia) Quando era criança, passeava-me pela casa com uma pequena mala de viagem (o que lhe terá acontecido? para onde vão as coisas que perdemos quando crescemos?). A acreditar na minha memória (ou na minha … Continuar a ler

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Como se

(a propósito da consciência automática do Manuel) Apesar de nos sabermos mortais, comportamo-nos a maior parte do tempo como se não o fossemos. Talvez seja essa a única forma de convivermos com o fantasma da morte.

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O mais difícil dos ofícios

Há livros nos quais devíamos pegar com todo o cuidado, como se segurássemos nas mãos um coração que, por razões misteriosas, nos foi confiado. Como este Ofício de Viver, o diário escrito por Cesare Pavese para um público (sempre necessário … Continuar a ler

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A minha primeira fotografia

Espero que não tenham acreditado no título deste post, porque ele é descaradamente mentiroso. É claro que esta não foi a minha primeira fotografia. Antes dela, houve muitas outras, entretanto desbotadas pelo tempo. Com um dia de vida. Careca no … Continuar a ler

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Gonçalo M. Tavares & Alice

Alice: Este “M” que misteriosamente surge entre o teu nome e o teu apelido, é um “m” de mistério, de masculino, ou simplesmente de mortal? Gonçalo M. Tavares: Porquê misteriosamente? Não percebo: é um M. O M é de Manuel. Mas … Continuar a ler

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Tristes cães

para a Eugénia, para a Rita & para todas as pessoas-cão do mundo Parece mesmo que alguém baixou o volume do som das fotografias. De outro modo, como explicar o silêncio das imagens? Não deveríamos estar a ouvir latidos, choros, grunhidos e … Continuar a ler

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José Gil & Alice

Alice: Vou começar com uma pergunta que, se calhar, o vai aborrecer, mas gostava de saber se está zangado com Portugal? José Gil: Não. Alice: E desencantado? José Gil: Também não, porque nunca estive encantado. Conhecia muito mal Portugal, passei … Continuar a ler

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Edward de Bono & Alice

Alice: Se alguém lhe perguntasse qual é a sua profissão, o que respondia? E. de Bono: Sou um pensador. Alice: Não será antes um professor do pensamento? E. de Bono: Não, sou um pensador. Um pensador e um designer de … Continuar a ler

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Júlio Pomar & Alice

Alice: Pintar é um vício? Júlio Pomar: Depende do que se entende como vício. Há vícios que são necessários. Alice: Imaginemos que alguém o impedia de pintar. Podia viver sem pintar? Júlio Pomar: Se calhar, ficava mal disposto. Alice: Só … Continuar a ler

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Pedro Bidarra & Alice

Alice: Quando é que descobriste que eras criativo? Foi com 5 anos, no liceu, no conservatório ou quando te deram o primeiro briefing? Pedro: Só quando cheguei à publicidade é que ouvi pela primeira vez a palavra criativo ser usada … Continuar a ler

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