Aquivos por Autor: Pedro Norton

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.

O Reino da Virtude

1 – Em 1495, um padre dominicano acordou, certa manhã, a pensar que era a voz de Deus. Não fazia a coisa por menos.  Vai daí (naturalmente abrevio) e declara que Florença seria, doravante, uma “nova Jerusalém”, lançando-se (e com … Continuar a ler

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A vertigem das listas – 2017

O Diogo Leote publica, de há uns anos para cá, umas listas magníficas sobre as suas (salvo seja) canções. O Pedro Marta Santos esmaga-nos (e arruina-nos) há muito tempo com as suas escolhas de cinema. As minhas leituras anuais sofrem … Continuar a ler

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Anjo da Guarda

Para o Tiago.

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Aforismo Surrealista XVII (*)

    Por alguma razão que nunca ninguém verdadeiramente explicou, o pequeno Emanuel teimava em não ouvir Handel no radio portátil que a mãe comprara a um inspetor de finanças de sobretudo adunco e nariz sem prepúcio. O facto, garantem … Continuar a ler

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Aos amigos

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Aforismo surrealista XVI (*)

    De acordo com as crónicas da época, Cristovão C. era fisicamente ateu. Quer isto dizer que mancava. De um mancar muito simétrico e filosófico. “Se Deus existisse todas as mulheres poriam ovos“. Eis a frase que repetia, religiosamente, … Continuar a ler

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Aforismo surrealista XV

    Para grande irritação da vizinha de baixo, o cão de Louis V., um boiadeiro de Berna sem quaisquer complexos de classe, teimava em usar a pata direita gentilmente dobrada sob o sovaco. Alegava Natália G. (era o pseudónimo literário … Continuar a ler

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Aforismo surrealista XIV

    Quando Leão B. (mais tarde Leão T.) entrou pela última vez com vida no parque Lisky sentiu uma dor imensa num dos aros dos óculos. Súbita, metálica, de um tartaruga muito vivo. Pragmático, limpou o ouvido esquerdo com … Continuar a ler

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Um Rapaz aos toques no céu

E se eu vos dissesse que ontem chorei para dentro? A ocasião era de festa, eu não esperava por esta memória que a Marta guardava, e por pouco não saí lesionado. Mas Benfica é Benfica e eu fiz de mim … Continuar a ler

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Parabéns campeão.

Pode um homem abraçar, na singularidade de um único abraço, um rapaz feito homem e um homem que para sempre se deixou ficar rapaz? Sabes bem que sim, velho pilantra. Logo tu que tiveste o silencioso cuidado de não partir … Continuar a ler

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Pelas iscas marchai, marchai.

Tenho uma sinistra confissão a fazer. Não gosto de chefs. Não é que adore chefes mas o meu problema são mesmo os chefs. Daqueles com estrela. O que é que querem? Cada um tem direito às suas esquisitices. Eu não gosto … Continuar a ler

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Era só isto

Se tivesse arte, gostava de ter dito tudo isto. Felizmente há quem diga. Pena que estivesse tão pouca gente a ouvir.

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O escritório fechou

  O escritório fechou. O costume. Uma oferta “irrecusável”, sabes como é. Sinto-me um mercenário. Vendemos as nossas memórias. O escritório fechou. Era para te ter escrito há mais tempo mas a verdade é que tive vergonha. Fica lá um bom bocado … Continuar a ler

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Inconvenientes do Criacionismo

  Estão grandes os rapazes. O tempo voa, não é? Estamos há dois mil e tal anos na Terra.

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Pintas

    A pinta de um tipo não se tira pelos livros que lê. Tira-se, vejam lá o paradoxo, pela pinta com que os lê. Agora vou ali acabar o meu Robert Harris.

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