Aquivos por Autor: Pedro Norton

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.

Um Rapaz aos toques no céu

E se eu vos dissesse que ontem chorei para dentro? A ocasião era de festa, eu não esperava por esta memória que a Marta guardava, e por pouco não saí lesionado. Mas Benfica é Benfica e eu fiz de mim … Continuar a ler

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Parabéns campeão.

Pode um homem abraçar, na singularidade de um único abraço, um rapaz feito homem e um homem que para sempre se deixou ficar rapaz? Sabes bem que sim, velho pilantra. Logo tu que tiveste o silencioso cuidado de não partir … Continuar a ler

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Pelas iscas marchai, marchai.

Tenho uma sinistra confissão a fazer. Não gosto de chefs. Não é que adore chefes mas o meu problema são mesmo os chefs. Daqueles com estrela. O que é que querem? Cada um tem direito às suas esquisitices. Eu não gosto … Continuar a ler

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Era só isto

Se tivesse arte, gostava de ter dito tudo isto. Felizmente há quem diga. Pena que estivesse tão pouca gente a ouvir.

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O escritório fechou

  O escritório fechou. O costume. Uma oferta “irrecusável”, sabes como é. Sinto-me um mercenário. Vendemos as nossas memórias. O escritório fechou. Era para te ter escrito há mais tempo mas a verdade é que tive vergonha. Fica lá um bom bocado … Continuar a ler

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Inconvenientes do Criacionismo

  Estão grandes os rapazes. O tempo voa, não é? Estamos há dois mil e tal anos na Terra.

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Pintas

    A pinta de um tipo não se tira pelos livros que lê. Tira-se, vejam lá o paradoxo, pela pinta com que os lê. Agora vou ali acabar o meu Robert Harris.

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Chuck duck walk Berry

O que seria a vida sem heróis? Comovem-nos, convocam-nos, inspiram-nos, amparam-nos, riem-nos, choram-nos, viram-nos de um avesso que não sonhávamos ter. Eu tive a sorte de ter muitos. O maior de todos era o meu avô e não me canso … Continuar a ler

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Santos e Pecadores

    Foi Oscar Wilde que o disse. Mas podia ter sido Santo Agostinho. Eu, que com jeitinho ali vêem, sou simultaneamente reflexo de pecaminoso passado e desesperança de um santo futuro. Graças a Deus.

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Facebook e a política a preto e branco

A Society for News Design atribuiu uma medalha de ouro na categoria best digital design 2016 a um trabalho notável do WSJ. Bem sei que, à primeira vista, isto não parece particularmente excitante. Mas se me derem mais dois minutos perceberão a … Continuar a ler

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We must be careful about what we pretend to be

  “We are what we pretend to be, so we must be careful about what we pretend to be.” Foi Kurt Vonegut que escreveu isto, não fui eu. Nem escreveria tão bem, claro está. De qualquer forma é só um … Continuar a ler

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Brad em Lx

Eu não vou estar lá. Vou estar a discutir, na RTP3 com a serenidade “imposta” pela Ana Lourenço e com a cordialidade inteligente do Miguel Vale de Almeida, a vida, o mundo, e o que mais nos aprouver. Eu não … Continuar a ler

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Cash

Há muito que se podia dizer sobre Johnny Cash. O Bernardo saberia dizer muito mais do que eu. E a Ana Rita, claro, a Ana Rita que me deu a ouvir pela primeira vez “The beast in me” ou “Delia’s … Continuar a ler

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A retrete de Gina

Este estomatológico post do Manuel trouxe-me à memória uma história antiga. Contou-ma um amigo uns anitos mais velho do que eu. Estamos na província. No alto  Minho. Talvez nos anos 50, não sei ao certo. Na fita (era assim que … Continuar a ler

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Um seixo a fazer sexo. (*)

Não é nada um calhau, seu bruto insensível. A estatueta que aqui vê está exposta no British Museum em Londres. Tem cerca de 11.000 anos e foi encontrada no leito de um rio, perto de Belém, na Palestina. Num lugar … Continuar a ler

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