Aquivos por Autor: Pedro Norton

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.

Pintas

    A pinta de um tipo não se tira pelos livros que lê. Tira-se, vejam lá o paradoxo, pela pinta com que os lê. Agora vou ali acabar o meu Robert Harris.

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Chuck duck walk Berry

O que seria a vida sem heróis? Comovem-nos, convocam-nos, inspiram-nos, amparam-nos, riem-nos, choram-nos, viram-nos de um avesso que não sonhávamos ter. Eu tive a sorte de ter muitos. O maior de todos era o meu avô e não me canso … Continuar a ler

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Santos e Pecadores

    Foi Oscar Wilde que o disse. Mas podia ter sido Santo Agostinho. Eu, que com jeitinho ali vêem, sou simultaneamente reflexo de pecaminoso passado e desesperança de um santo futuro. Graças a Deus.

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Facebook e a política a preto e branco

A Society for News Design atribuiu uma medalha de ouro na categoria best digital design 2016 a um trabalho notável do WSJ. Bem sei que, à primeira vista, isto não parece particularmente excitante. Mas se me derem mais dois minutos perceberão a … Continuar a ler

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We must be careful about what we pretend to be

  “We are what we pretend to be, so we must be careful about what we pretend to be.” Foi Kurt Vonegut que escreveu isto, não fui eu. Nem escreveria tão bem, claro está. De qualquer forma é só um … Continuar a ler

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Brad em Lx

Eu não vou estar lá. Vou estar a discutir, na RTP3 com a serenidade “imposta” pela Ana Lourenço e com a cordialidade inteligente do Miguel Vale de Almeida, a vida, o mundo, e o que mais nos aprouver. Eu não … Continuar a ler

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Cash

Há muito que se podia dizer sobre Johnny Cash. O Bernardo saberia dizer muito mais do que eu. E a Ana Rita, claro, a Ana Rita que me deu a ouvir pela primeira vez “The beast in me” ou “Delia’s … Continuar a ler

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A retrete de Gina

Este estomatológico post do Manuel trouxe-me à memória uma história antiga. Contou-ma um amigo uns anitos mais velho do que eu. Estamos na província. No alto  Minho. Talvez nos anos 50, não sei ao certo. Na fita (era assim que … Continuar a ler

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Um seixo a fazer sexo. (*)

Não é nada um calhau, seu bruto insensível. A estatueta que aqui vê está exposta no British Museum em Londres. Tem cerca de 11.000 anos e foi encontrada no leito de um rio, perto de Belém, na Palestina. Num lugar … Continuar a ler

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Trump e o resgatar do Liberalismo (*)

Anda para aí uma grande confusão sobre a legitimidade de Trump e dos seus atropelos a muitos dos valores fundamentais das nossas sociedades ocidentais. Não quero dar lições de ciência política a ninguém mas permitam-me que tente contribuir para este … Continuar a ler

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You never can tell

Isto, claro, requer génio. Ou não fosse Chuck Berry quem é. Keith Richards que o diga. Isto requer jeitinho. Mas, para ser franco, acho que era homem para dançar assim. Mas isto. Isto, não sei o que lhe chame. Só … Continuar a ler

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Sobressaltos. Ou porque os homens também choram. (*)

Grande jornalismo é (também) isto. Uma capa. Uma extraordinária ilustração. Um murro no estômago. Um prazer estético. Uma imagem que nos fala da liberdade, ou da falta dela, de forma poderosa, subliminar, urgente. Um desenho que interpela. Um simples “boneco” … Continuar a ler

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A conta que Deus fez

  Ateu empedernido, levemente mata-frades, lá me atirei pela segunda vez à Bíblia. Escusam de tocar trombetas no céu. Não me estou a converter. Continuo é convencido que nunca hei de perceber nada de arte europeia sem conhecer bem os … Continuar a ler

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Buddy “King” Bolden

O homem da fotografia viveu entre a década de 70 do século XIX e a década de 30 do século XX. Barbeiro de profissão (outra versão da história fá-lo editor de um pasquim de escândalos chamado Cricket), bêbedo muitíssimo competente, … Continuar a ler

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Uma (espécie) de elogio a Trump

Deixem-me lá falar um bocado de política.Isto por aqui é proibido mas o Fonseca anda distraído. Regressemos pois ao início. Trump aparece na corrida para as primárias do Partido Republicano como uma caricatura grotesca, uma bizarria americana que ninguém levou … Continuar a ler

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