Aquivos por Autor: Sandra Barata Belo

Sobre Sandra Barata Belo

Nasci em Lisboa no final da década de 70. Cresci em Alfama e nas férias, que não são grandes, vou sempre para o Alentejo. Sou filha única, aprendi a brincar sozinha. Gosto que me contem histórias mas também gosto de as contar. A palidez da realidade pode pôr-me sem cor, por isso nada melhor que uma boa gargalhada. Gosto de coisas simples, de pessoas generosas, gosto de arte. interpretei a grande Amália no cinema. Seguiram-se as novelas da SIC. Isso faz com que as pessoas me reconheçam na rua. Estudei no Chapitô onde aprendi todas as bases do que sei fazer hoje. Já fiz muitas coisas, dancei, fui trapezista, malabarista e clown (fica sempre melhor em inglês). Produzo, dirijo e levo a palco livros e autores que admiro. Continuo a querer fazer muitas coisas diferentes. Sou curiosa e não quero deixar de o ser.

Manto protector

(Quando vi esta foto do Miguel Seabra, imprimi naquele momento, uma série delas) Brinquei às escondidas. Encontrei sustos e verdades. Senti o prazer, a solidão do vento. Do vento rápido. Refresco de pensamento no rosto. A soltar as crinas da … Continuar a ler

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Tempestade

– Mexeram-se! Mexeram-se! As nuvens estavam carregadas e paradas há muito. Pesavam nos céus. Mantinham-se agarradas ao infinito, bem presas à eternidade. Determinadas como que para sempre. Mas um dia sem explicação, mexeram-se. Nem sequer havia vento. Nem sequer havia … Continuar a ler

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Forças Amadas

Rua das Forças Armadas. Há muitas ruas com este nome em muitas cidades. E felizmente já são muitas cidades e freguesias que enchem as ruas de forças e se armam com o consumo desperdiçado para combater a fome. A pobreza … Continuar a ler

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Segundos

    Foto Telmo Sá – Quando muda a hora? – Não me faças perguntas de pessoas concretas. Mudou a hora. A estação. O autocarro partiu. Sempre senti uma certa melancolia de ver os autocarros partirem. São segundos que não passam … Continuar a ler

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Calçar Sapatos

Disse-lhe não calces esses sapatos. Não te ficam bem. Calçar Sapatos: Os sapatos assumem o resto de nós. O que escondemos. Pregam-nos uma rasteira a caminho do nosso esconderijo; O verbo, abre portas para outros mundos. Calçar outros mundos. Sim, … Continuar a ler

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Cachucho

As Sextas à noite pelos Sábados de manhã. O excesso de estilos, de conversas, de electricidade, apuram a espécie bicho do mato que há em mim, ou no caso envolvente, bicho de apartamento. Gata de apartamento. De aquecedor. Há quem … Continuar a ler

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Para ti

            Entrei na dança um ano depois. Faz 3 anos que frequento os seus salões (de forma intermitente bem sei – mas tia, já que o estatuto intermitente não existe em Portugal, ao menos que  … Continuar a ler

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O PARAÍSO SEGUNDO LARS D.

Dobram-se páginas umas seguidas de outras. Lêem-se páginas de outros livros. Vamos ao cinema. Estamos com Deus. Seguimos Lars e as personagens dos livros que escreve, mas é na voz da sua mulher que espreitamos a intimidade do casal sexagenário … Continuar a ler

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Stop

O passado estende-se mais do que o futuro, comeu o futuro. O que se desconhece é já o passado. Uma escada rolante pelos mesmos pisos, níveis sem surpresa – os mesmos de sempre e ainda assim, monstros. Se encravasse, havia … Continuar a ler

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É a pique!

Foi a pique. Convidaram-me para ir numa avioneta desafiar os limites: fazer acrobacias, dar saltos, ver o mundo ao contrário, de lado, de cima, ficar com miaufa, voar, perder a noção de tempo, rir de nervos e de delírio, deitar … Continuar a ler

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bashô em abril

Não há arroz mas tenho na malga Uma flor Sábado de “Está Escrito” em sábado de 25 de Abril. Tanto está escrito sobre cravos e Abril. Também eu me fui escrevendo sobre essas linhas. Esse croché de palavras fez renda … Continuar a ler

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Elinga

Palco do Elinga. Fevereiro de 2015   Do outro lado da porta que não tem porta está um bebé. In útero. No palco, um homem e uma mulher. Tantas possibilidades. Muitos mais futuros . Esta foi uma das últimas fotos … Continuar a ler

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Mendel dos Livros

“Naquele pequeno alfarrabista chamado Jakob Mendel, vira pela primeira vez como jovem o grande mistério da concentração absoluta que faz tanto um artista como um erudito, um verdadeiro sábio como um louco, esta felicidade e infelicidade trágica da absoluta obsessão” … Continuar a ler

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ver o Deus Menino em palhas deitado

Bansky: Inglês, Bristol. Street artist. Graffiti artist, activista, realizador e pintor. Este ano, matei definitivamente o Pai Natal. Este gordalifas que há anos anda a assassinar anjos e a destruir presépios e lares, coitadinho do Menino Jesus, ninguém merece – … Continuar a ler

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O aniversário em casa da Tia

Domingo. Domingo de aniversário. Celebramos. Temos fôlegos para soprar as velas, luzinhas acesas, estrelas por cumprir. Na falta de sonhos agarramo-nos uns aos outros e os outros são tanto. Nesta casa que de triste não tem nada, a não ser … Continuar a ler

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