Arquivo da Categoria: Escrita automática

Escrita automática

Abril

  Há, perdida nenhures no meio do Índico, na costa moçambicana, uma praia mágica de difícil acesso e que termina num cabo. Na realidade termina numa ponta: a Ponta Abril. Há meses, no meio de uma enorme tempestade um velho … Continuar a ler

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Aforismo Surrealista XVII (*)

    Por alguma razão que nunca ninguém verdadeiramente explicou, o pequeno Emanuel teimava em não ouvir Handel no radio portátil que a mãe comprara a um inspetor de finanças de sobretudo adunco e nariz sem prepúcio. O facto, garantem … Continuar a ler

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Ano da Farsa de 2017. Impressões

20 horas Será um actor? Será um figurante? Será um jornalista? Não. É a noticia propriamente dita. — Estamos aqui no meio do fogo com dificuldade em respirar. Há pouco estávamos ali no meio do fogo e disseram-nos para sair … Continuar a ler

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Aforismo surrealista XVI (*)

    De acordo com as crónicas da época, Cristovão C. era fisicamente ateu. Quer isto dizer que mancava. De um mancar muito simétrico e filosófico. “Se Deus existisse todas as mulheres poriam ovos“. Eis a frase que repetia, religiosamente, … Continuar a ler

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Aforismo surrealista XV

    Para grande irritação da vizinha de baixo, o cão de Louis V., um boiadeiro de Berna sem quaisquer complexos de classe, teimava em usar a pata direita gentilmente dobrada sob o sovaco. Alegava Natália G. (era o pseudónimo literário … Continuar a ler

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Aforismo surrealista XIV

    Quando Leão B. (mais tarde Leão T.) entrou pela última vez com vida no parque Lisky sentiu uma dor imensa num dos aros dos óculos. Súbita, metálica, de um tartaruga muito vivo. Pragmático, limpou o ouvido esquerdo com … Continuar a ler

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A dividir por um

    A vida a dividir por um só é exaltante no Dictionnaire des Symboles, de Chevalier e Gheerbrant – há livros sobre os quais sabemos tudo desde o dia em que os vimos pela primeira vez. Foi em 1986. … Continuar a ler

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Atitude

Eu sei que se tiver medo assusto-me com mais facilidade.

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Pé no pedal e mordam-na

    Podia vir aqui queixar-me e dizer que o Escrever É Triste está a agonizar, mas se calhar é só do Verão e um dia destes voltam em força os Tristes todos com posts fabulosos. A sério, eu acho … Continuar a ler

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O fogo

    Nada nos prepara para a tragédia, para a horrível morte, que o fogo – sempre sobrenatural, inclemente e imparável – causa. Não há consolo para a indiferente fúria com que tudo consome. Podemos apenas lembrar que o cantou o … Continuar a ler

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Casamento

Bem vistas as coisas, o casamento é como a democracia: mete água por todos os lados mas ainda não se inventou nada melhor.

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Mãe, quero ser americana!

Agora que penso nisto, verifico: o que pode lixar um escritor não são os seus vícios, mas a overdose das suas virtudes. Há-de ser também por esta razão que os diabos americanos, e os americanizados como o meu rico Conrad, … Continuar a ler

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Imaleavelmente mais velho

    Um dos meus pontos de honra como “quadro executivo” era o de responder sempre a e-mails, cartas (nos tempos em que as havia) e telefonemas, mas algo anda a correr mal no meu pequeno reino dinamarquês. Ou a … Continuar a ler

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Mais Valia: tese e tusa

Com a idade, vê-se muita coisa. Isto é, já se viu muita coisa. Como diriam a Marina Mota ou a Ivone Silva numa rábula de revista: são muitos anos a virar frangos. E deixem que eu lembre, com um sorriso, … Continuar a ler

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Inconvenientes do Criacionismo

  Estão grandes os rapazes. O tempo voa, não é? Estamos há dois mil e tal anos na Terra.

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