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Escrita automática

A dividir por um

    A vida a dividir por um só é exaltante no Dictionnaire des Symboles, de Chevalier e Gheerbrant – há livros sobre os quais sabemos tudo desde o dia em que os vimos pela primeira vez. Foi em 1986. … Continuar a ler

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Atitude

Eu sei que se tiver medo assusto-me com mais facilidade.

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Pé no pedal e mordam-na

    Podia vir aqui queixar-me e dizer que o Escrever É Triste está a agonizar, mas se calhar é só do Verão e um dia destes voltam em força os Tristes todos com posts fabulosos. A sério, eu acho … Continuar a ler

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O fogo

    Nada nos prepara para a tragédia, para a horrível morte, que o fogo – sempre sobrenatural, inclemente e imparável – causa. Não há consolo para a indiferente fúria com que tudo consome. Podemos apenas lembrar que o cantou o … Continuar a ler

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Casamento

Bem vistas as coisas, o casamento é como a democracia: mete água por todos os lados mas ainda não se inventou nada melhor.

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Mãe, quero ser americana!

Agora que penso nisto, verifico: o que pode lixar um escritor não são os seus vícios, mas a overdose das suas virtudes. Há-de ser também por esta razão que os diabos americanos, e os americanizados como o meu rico Conrad, … Continuar a ler

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Imaleavelmente mais velho

    Um dos meus pontos de honra como “quadro executivo” era o de responder sempre a e-mails, cartas (nos tempos em que as havia) e telefonemas, mas algo anda a correr mal no meu pequeno reino dinamarquês. Ou a … Continuar a ler

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Mais Valia: tese e tusa

Com a idade, vê-se muita coisa. Isto é, já se viu muita coisa. Como diriam a Marina Mota ou a Ivone Silva numa rábula de revista: são muitos anos a virar frangos. E deixem que eu lembre, com um sorriso, … Continuar a ler

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Inconvenientes do Criacionismo

  Estão grandes os rapazes. O tempo voa, não é? Estamos há dois mil e tal anos na Terra.

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Pintas

    A pinta de um tipo não se tira pelos livros que lê. Tira-se, vejam lá o paradoxo, pela pinta com que os lê. Agora vou ali acabar o meu Robert Harris.

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Santos e Pecadores

    Foi Oscar Wilde que o disse. Mas podia ter sido Santo Agostinho. Eu, que com jeitinho ali vêem, sou simultaneamente reflexo de pecaminoso passado e desesperança de um santo futuro. Graças a Deus.

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A Criação

    Para o filho de camponeses que eu sou, confesso que a polissemia do termo me tem desgraçado. Há a Criação, essa obra visível e invisível do Ser Supremo, a que, com a autorização do probation officer que é Richard … Continuar a ler

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Silêncio

O silêncio é um lugar de palavras

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Sei que vou morrer

  Toda a gente sabe. Até um miúdo de 15 anos. Vamos supor que a mãe ou o pai lhe dizem isso, que vão morrer um dia destes. O miúdo ou a miúda, com um inflexão paternalista, logo dizem que sim, … Continuar a ler

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Ler

Agora que penso nisto, vejo que a independência, de pensar, de dizer, de fazer, enfim, de ser, vem muito mais de voltarmos as costas aos ganhos possíveis do que da liberdade das perdas que tivemos – acho que posso jurar … Continuar a ler

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