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Ficção

Não me posso queixar (fim)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3) (Capítulo 4) (Capítulo 5)   6 — O amigo não tem uma moedinha? — Aposto que é para beber? — Na verdade é para comer. Para beber já estou aviado. Quer provar? O amigo … Continuar a ler

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Não me posso queixar (5)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3) (Capítulo 4) 5   A hora estava a contar. Talvez o morto não aparecesse como sucedera nas semanas anteriores. O vagabundo aguardava-o, recostado nas escadinhas e apreciando um branco espetacular. Um branco feito de … Continuar a ler

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Não me posso queixar (4)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) (Capítulo 3)   4 O morto não apareceu. Era a primeira vez desde que tinham começado o processo. O vagabundo esperou sentado toda a hora que tinha destinada a ouvir as queixas do morto, reflectindo e … Continuar a ler

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Não me posso queixar (3)

(Capítulo 1) (Capítulo 2) 3 — Hoje podemos falar dos males e das dores do coração? — Concretamente?! — exclamou o vagabundo com perplexidade perante a recaída do morto. — Talvez hoje me pudesse queixar da incapacidade de amar para … Continuar a ler

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Não me posso queixar (2)

(Capítulo 1) 2 — Hoje trago-lhe gota — disse o morto que chegou coxeando. O vagabundo aguardava-o nos degraus das escadinhas tortas. Parecia que nunca dali saíra nem mudara de posição. Tudo nele era igual: o mesmo aspecto, a mesma … Continuar a ler

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Não me posso queixar

1 — Não me posso queixar — disse o morto. — E tu como estás? — Estou óptimo — respondeu o amigo. Seguiu-se um silêncio do tamanho de um pequeno embaraço, mas o olhar educadamente convidativo do morto e um … Continuar a ler

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La Plaza Perdida

  Hoje faz anos o meu amigo, meu irmão e meu gémeo Gonzalo López. Dir-me-ão, “sim, está bem, mas o que é que isso nos interessa?”. O Gonzalo López merece uma estátua a cavalo no centro da Plaza Mayor de Madrid, … Continuar a ler

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Fenómenos

– Vivemos num mundo curioso. – Não me vais falar do terço da outra pois não? É que já não se pode. – Não! – Então? – Lembraste daquela exposição de fotografias a que fui? – Sim. – O tipo vendeu … Continuar a ler

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preto no branco 1

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Concessões

Personagens: Inês & Carlos Cenário: Apartamento generoso Carlos está em casa com um copo de whisky na mão. São  21:30h e o noticiário a fechar. Inês entra em casa com uns sacos na mão e pousa as chaves. ____________________________________________________________ Ele- … Continuar a ler

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LUAS_LUVAS

Estava pendurada nas paredes caiadas do atelier. Fazia parte de uma série de cinco fotografias da lua. O desenho das mãos era um acrescento posterior , alguns anos depois. Olhava todos os dias para este trabalho. Estava ali. Um destes … Continuar a ler

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Natália

Sentia-se crescido mas ainda não chegava às teclas. Isso não o atrapalhava. Encostava uma grade de cervejas vazia ao banco do piano e pousava os pequenos dedos nas teclas de marfim que ainda tocavam. Gostava do som da nota que … Continuar a ler

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Acção de Graças

  No dia do ‘bacalhau com todos’ a fila vai até à porta. Era dia de bacalhau. A Bia sentou-se à minha frente com um prato de sopa cheio de couves, batatas, grão, cebola, colorau, tudo a boiar no prato … Continuar a ler

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Pedra de afiar

  Fazia a barba desde os 14 anos. Escanhoava-se com espuma e navalha e era ao espelho que repetia os gestos que tantas vezes vira ao pai ao crescer. Passava a navalha pela pedra de afiar com segurança, e tirava … Continuar a ler

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A felicidade cerziu-se de azul.

    Sempre soube que este dia ia chegar. Sempre? Desde o dia em que deixei pela última vez aquele cais azul. O cais de todas as minhas memórias. E o que é certo é que hoje, nem de propósito, acordei … Continuar a ler

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