Arquivo da Categoria: Trasladações e Outras Ossadas

Nanni Moretti

      Fartei-me de escrever no Expresso em Março de 1992. Lembro-me que já estava de férias na Cinemateca – as últimas. Tinha as malas prontas para começar na SIC, a 1 de Abril, trabalhador nº 11, como consta … Continuar a ler

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Beijos

      Fui buscar este velho texto que estava enterrado há cinco anos no Escrever é Triste. É para quem ama Clint Eastwood e já viu “Um Mundo Perfeito” e é para quem, amando muito uma mulher, a beija … Continuar a ler

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Sarita Montiel

Esta apologia de Sara Montiel, já tem 25 anos. Publicou-a o velho Expresso, a 21 de Março de 1992, e julgo que foi logo a seguir a uma visita de Sarita a Lisboa, que fez a sala da Cinemateca encher-se … Continuar a ler

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O Stradivarius de Sternberg

    “Pernas, voz, fumo ou só um nome: Marlene. Morreu esta semana, podia morrer na próxima, ou nunca. Era eterna.” Escrevi estas duas frases para encabeçar o artigo que, três dias depois da sua morte, publiquei no Expresso. Passaram 25 anos. … Continuar a ler

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Peter Pan

Estavam a chegar ao fim os meus dias como crítico de cinema do Expresso. Foi há 25 anos, em Março de 1992, que se estreou o Hook, de Steven Spielberg. Além da crítica, que abaixo jaz, escrevi umas notas sobre … Continuar a ler

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A bailarina adormecida

Se pensam que escrevi agora este artigo, desenganem-se. Publiquei-o no Semanário,  a 18 de Novembro de 1989. A RTP 2 ia exibir Party Girl, filme de Nicholas Ray cuja raison d’être era, da cabeça aos pés, passando pelas pernas, uma … Continuar a ler

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Ressuscita ele e ressuscitaremos todos

Este é um post para ouvir. Primeiro, uma canónica versão do coro final (“Descansem em paz, pernas abençoadas”) da Paixão Segundo São João, de Bach. Depois, (“Bombé”) o encontro de Bach com o encantatório bater de palmas de um ritual fúnebre africano … Continuar a ler

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A ARQUITECTURA DO SILÊNCIO*

  “As cidades silenciosas” poderia bem ser o título de um capítulo de “As cidades invisíveis” do Italo Calvino. Recordo-me de, em inícios de 2010, participar num projecto urbanístico e imobiliário de dimensão considerável, em Sant Feliu de Guíxols, na … Continuar a ler

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Buddy “King” Bolden

O homem da fotografia viveu entre a década de 70 do século XIX e a década de 30 do século XX. Barbeiro de profissão (outra versão da história fá-lo editor de um pasquim de escândalos chamado Cricket), bêbedo muitíssimo competente, … Continuar a ler

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Vivian Maier

Desta vez não vou inventar. Não é preciso. Vivian Maier morreu em 2007. Ganhou, desde 1951, a sua vida como nanny, em Nova Iorque e Chicago. Cuidava das crianças dos outros e trazia uma Rolleifelex sempre ao pescoço. Fotografou pessoas. … Continuar a ler

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o começo e o fim do desejo

estive este verão em Tours e entrei no seu pequeno mas precioso Museu das Belas Artes. Numa sala repleta de pinturas , do período anterior ao Renascimento , a um canto uma pequena tábua pintada chamou atenção do meu olhar. O … Continuar a ler

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Eu tenho dois amores

Em Viena, fugidas da distante Betúlia, vivem duas Judites. Duas bíblicas Judites de se perder a cabeça. Holofernes que o diga porque a perdeu, muito bem perdida. Para Cranach em 1530, e para Klimt, corria já o ano de 1901. … Continuar a ler

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Ler livros

    Podem não acreditar, mas em 2011 corriam inquéritos na blogosfera. E respondia-se, em piedosas cadeias de São Judas Tadeu. Este foi um inquérito literário, a que respondi com total sinceridade (até eu estou espantado). É tudo verdade, verdadinha, … Continuar a ler

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A bela solidão

  Não tenho grande medo da solidão. A minha solidão, diga-se, é musical. Música só minha, que não vem de lado nenhum a não ser da minha cabeça. O que é estranho para o ignorante musical que eu sou. Mas … Continuar a ler

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Um conto na gaveta

  Todo o processo de engavetamento foi demasiado complexo para que eu o consiga explicar precisamente. Mesmo que o quisesse fazer, e entendesse as leis gerais do encolhimento que obrigatoriamente precede o engavetamento de uma pessoa, estou convencido de que … Continuar a ler

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