Arquivo da Categoria: Trasladações e Outras Ossadas

Ressuscita ele e ressuscitaremos todos

Este é um post para ouvir. Primeiro, uma canónica versão do coro final (“Descansem em paz, pernas abençoadas”) da Paixão Segundo São João, de Bach. Depois, (“Bombé”) o encontro de Bach com o encantatório bater de palmas de um ritual fúnebre africano … Continuar a ler

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A ARQUITECTURA DO SILÊNCIO*

  “As cidades silenciosas” poderia bem ser o título de um capítulo de “As cidades invisíveis” do Italo Calvino. Recordo-me de, em inícios de 2010, participar num projecto urbanístico e imobiliário de dimensão considerável, em Sant Feliu de Guíxols, na … Continuar a ler

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Buddy “King” Bolden

O homem da fotografia viveu entre a década de 70 do século XIX e a década de 30 do século XX. Barbeiro de profissão (outra versão da história fá-lo editor de um pasquim de escândalos chamado Cricket), bêbedo muitíssimo competente, … Continuar a ler

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Vivian Maier

Desta vez não vou inventar. Não é preciso. Vivian Maier morreu em 2007. Ganhou, desde 1951, a sua vida como nanny, em Nova Iorque e Chicago. Cuidava das crianças dos outros e trazia uma Rolleifelex sempre ao pescoço. Fotografou pessoas. … Continuar a ler

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o começo e o fim do desejo

estive este verão em Tours e entrei no seu pequeno mas precioso Museu das Belas Artes. Numa sala repleta de pinturas , do período anterior ao Renascimento , a um canto uma pequena tábua pintada chamou atenção do meu olhar. O … Continuar a ler

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Eu tenho dois amores

Em Viena, fugidas da distante Betúlia, vivem duas Judites. Duas bíblicas Judites de se perder a cabeça. Holofernes que o diga porque a perdeu, muito bem perdida. Para Cranach em 1530, e para Klimt, corria já o ano de 1901. … Continuar a ler

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Ler livros

    Podem não acreditar, mas em 2011 corriam inquéritos na blogosfera. E respondia-se, em piedosas cadeias de São Judas Tadeu. Este foi um inquérito literário, a que respondi com total sinceridade (até eu estou espantado). É tudo verdade, verdadinha, … Continuar a ler

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A bela solidão

  Não tenho grande medo da solidão. A minha solidão, diga-se, é musical. Música só minha, que não vem de lado nenhum a não ser da minha cabeça. O que é estranho para o ignorante musical que eu sou. Mas … Continuar a ler

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Um conto na gaveta

  Todo o processo de engavetamento foi demasiado complexo para que eu o consiga explicar precisamente. Mesmo que o quisesse fazer, e entendesse as leis gerais do encolhimento que obrigatoriamente precede o engavetamento de uma pessoa, estou convencido de que … Continuar a ler

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Gérard Philipe

Escrito a 18 de Fevereiro de 1989, este meu artigo evocava os 30 anos da morte de Gérard Philipe, actor francês, e o injusto esquecimento a que a década de 80 o votara. Passaram quase outros 30 anos e a … Continuar a ler

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Budapeste, memórias

    Tinha acabado de chegar da minha primeira viagem a Budapeste, à Hungria ainda comunista. A primeira vez que fui a um país do outro lado da Cortina de Ferro. Assisti a um festival de cinema húngaro, num momento … Continuar a ler

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Dennis Hopper em tons de azul

      Dá-se o caso de Dennis Hopper já ter chorado para mim. Para mim, mim, mesmo mim. Julgo que a coisa se passou há 25 anos, por volta do dia 1 de Junho e, em letra de forma, está … Continuar a ler

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Guevara do outro lado do espelho

  A menina Eugénia lembrou-se de voltar a matar o Che. E eu lá fui desenterrar (e aggiornar) um texto esquecido. De acordo com a sua certidão de nascimento, Ernesto Guevara de la Serna nasceu a 14 de Julho de … Continuar a ler

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Memória em tom de azul

  No passado dia 27 de Janeiro celebrou-se o Dia da Lembrança do Holocausto. Tarde e a más horas, porque me juram que já Fevereiro vai adiantado, fui repescar uma história antiga. Mais antiga do que eu próprio, mais antiga … Continuar a ler

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Fazer coisas belas a mulheres belas

    Sobre as artes em geral, e o cinema não escapa, como não escapam os romances, nem a pintura, há uma indústria da teoria que parasita as obras sem precisar delas. Faço-me de ingénuo e venho dizer-vos que, para mim, … Continuar a ler

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