Editorial

 

1.   Somos um blog colectivo pessoalíssimo.

2.  Misturam-se, no “Escrever é Triste”, duas correntes de fundo: o prazer desinteressado da escrita e o risco de exibir formas íntimas de ver o mundo.

3.  Escrever-se-á de tudo, desde que sejam gostos: de livros ou de filmes, de pintura ou de música, de ideias ou de comportamentos, do quotidiano ou de utopias.

4.  Para se escrever de tudo, tudo serve: uma lembrança de infância, um acontecimento em curso, um farrapo de conversa que se ouviu, uma efeméride, a actualidade, a pasmosa variedade do que se publica na “rede”. A única exigência é que esse tudo seja convertido numa voz, a voz de quem escreve.

5.  Haverá três modelos de posts, graficamente distintos:

a)         os posts livres, em que os autores abordam temas, ideias, episódios, gostos e sobre eles discorrem, em geral escrevendo, nalguns casos desenhando ou fotografando;
b)         os posts de ficção, de que uma variante será um desafio mensal lançado por um dos autores;
c)         os posts curtos, numa linha de escrita automática, rápidos, confessionais ou não, declarativos e, porventura, intempestivos. Em vez de gastarmos no psicanalista…

6.  Os autores do blog têm convicções políticas muito distintas e veementes. Não prescindem delas, mas prescindem de utilizar o blog para o exercício de política partidária.

7.  Os comentários dos leitores são bem vindos. São abertos, sem nenhuma censura prévia. Excluir-se-ão, a posteriori, os que sejam arbitrariamente ofensivos ou completamente deslocados dos temas tratados.